Cresce o clamor para o Nóbel da Paz ser atribuído as brigadas médicas cubanas

O Dr.Leonardo Fernández, de 68 anos, que depois de combater o ébola na África Ocidental rumou a Itália no pico da COVID-19.

Gustavo Carneiro – Avante

Por todo o mundo cresce o clamor para o Prémio Nobel da Paz ser atribuído aos profissionais de saúde cubanos que integram o Contingente Internacional Henry Reeve. Se este facto tem algum significado não é tanto pelo galardão em si, ao qual restará pouca credibilidade, mas pelo que representa de reconhecimento crescente pela acção internacionalista de Cuba na área da saúde, cuja dimensão e importância a pandemia de COVID-19 tornou ainda mais notória.

Por mais que justificassem plenamente toda a espécie de prémios e reconhecimentos, não estão em causa os milhares de médicos cubanos que prestam cuidados regulares às populações de dezenas de países, integrando e qualificando os respectivos sistemas de saúde, nem a formação superior em Medicina que Cuba garante a estudantes estrangeiros. O que hoje suscita admiração generalizada é a acção do contingente especializado na prestação e auxílio clínico e humanitário em situações de calamidade natural ou sanitária, criado em 2005 pelo Comandante Fidel Castro para atender à devastação provocada pela passagem do furacão Katrina pelos Estados Unidos.

Apesar de George W. Bush ter recusado o apoio cubano, prejudicando assim as populações do seu país, o contingente tem marcada na sua própria designação esta que seria a sua primeira missão: Henry Reeve foi um jovem militar norte-americano que se juntou à luta pela independência de Cuba do domínio espanhol e por ela deu a vida, sendo executado em 1876, com 36 anos. É este exemplo de internacionalismo que Cuba homenageia – e replica.

Desde a sua criação, cerca de três dezenas de brigadas, envolvendo para cima de 8000 profissionais de saúde, estiveram em mais de 20 países, enfrentando 16 inundações, oito furacões e outros tantos terramotos, e ainda quatro epidemias. O testemunho do médico Leonardo Fernández, de 68 anos, que depois de combater o ébola na África Ocidental rumou a Itália no pico da COVID-19, revela a grandeza moral dos que as integram: «Estamos com medo, mas temos uma missão revolucionária a cumprir e aí pomos o medo de lado (…).»

O mais certo é que os internacionalistas cubanos não vençam o Nobel.

Provavelmente, nem sequer o desejam, ou não tivesse sido já atribuído a Obama antes mesmo de tomar posse como presidente dos EUA (e de, uma vez no cargo, bombardear vários países) à União Europeia braço europeu da NATO, ao carniceiro Kissinger ou a responsáveis pelo apartheid sul-africano e pela ocupação sionista da Palestina… Chega-lhes seguramente a gratidão dos povos.

E haverá melhor prémio?

Avante, Orgão Central do Partido Comunista Portugués 06.08.20

Cuba envia brigadas médicas e nom bombas

Luisa Cuevas Raposo – Galiza Livre

O 26 de julho conmemorou-se de novo o assalto ao Cuartel Moncada, momento para recordarmos especificamente à esência humanista da Revoluçom Cubana, provada nos tempos de pandemia que vivemos e ainda estamos a viver, tanto na resposta sanitária na ilha, como na resposta internacional de Cuba. A própria Constituçom Cubana reconhece o direito à saúde pública e os princìpios de solidariedade internacionalista. Mentres no mundo, e mesmo em países chamados desenvolvidos, morreram miles de pessoas sem direito a atençom médica, Cuba foi quem de controlar esta pandemia. A estratégia? Priorizar o benestar humano, a participaçom da comunidade fronte ao benefício económico privado.

Durante a pandemia, Cuba acudiu com 34 brigadas e 3.300 profissionais, 2.000 deles mulheres, a 27 países. Caricatura de Lema, em Cubadebate.

Foi vontade da Revoluçom, desde os seus primeiros dias, proporcionar ao povo cubano umha atençom sanitária de qualidade, o que nom foi tarefa fácil já que a maior parte dos médicos e profesores da faculdade de medicina sairam do país, e no ano 59 só havia um hospital rural. No primeiro ano de Revoluçom já se estabeleceu o Serviço Médico Rural e na década seguinte centos de médicos e médicas recém graduadas integrarom este serviço.

No 70 já havia 53 hospitais rurais. Só no 76 recuperou-se a proporçom anterior à Revoluçom e os indicadores de saúde tinham melhorado considerabelmente. No 74 estabeleceu-se o sistema de policlínicos baseado nas comunidades, com fincapé no impacto que tinham na saúde os fatores biológicos, sociais, culturais, económicos e medioambientais. Centrarom os programas nacionais na saúde maternoinfantil, doenças infeciosas, doenças crónicas e a saúde das pessoas adultas maiores. No 83 implementaram o Plam de Médicos e Enfermeiros de Família com a mesma filosofía, maior proximidade e menor número de pessoas para atender. Estas equipas nom só trabalham com a saúde das pessoas mas também fazem diagnóstico da saúde sociocomunitaria. Além de trabalhar com as famílias, trabalham com os centros de trabalho, escolas, círculos infantis, residências de maiores, etc. Cuba tem hoje 9 médic@s por 1000 habitantes situando-se no primeiro lugar do mundo.

As campanhas de alfabetizaçom junto com o acompanhamento nas mesmas da figura de una pessoa encargada de saúde, a consecuçom do objectivo do sexto grado e posteriormente a secundária, e a melhora nas condiçons de vida e de trabalho completam a estratégia.

Plam para prevençom e controlo do coronavirus

O 29 de janeiro o Conselho de Ministros aprobou o “Plam para aprevençom e controlo do coronavirus” que posteriormente foi sendo atualizado. Dito plam involucrou às instituçons e a organizaçons sociais e comunitárias. O 3 de fevereiro “comezou a primeira etapa da capacitaçom para profissionais da saúde e trabalhadores dos organismos da Administraçom Central do Estado nos temas de bioseguridade e o 12 de febreiro creouse o Grupo Ciencia para o enfrontamento à Covid19”, segúm escreveu o próprio Presidente da República, Miguel Díaz-Canel Bermúdez, num artigo publicado xunto com Jorge Nunhez Jover, Presidente da Cátedra Ciência, Tecnologia e Sociedade da Universidade da Habana.

Conforme ao Plam de Acçom Nacional para Epidemias, comezou a vigiláncia em portos, aeroportos e instalaçons marinhas e o pessoal de fronteiras e inmigraçom recebeu formaçom específica sobre a Covid19. Naquela altura especialistas de Cuba viajaram a China.

Logo forom creados o Observatorio da saúde Covid19 e o Comité de Innovaçom. A primeiros de março creou-se um grupo científico e biotecnológico para desenvolver probas, tratamentos e vacinas. No mes de fevereiro xa estavam aprobados cinco projectos de investigaçom e a día 1 de junho desenvolviam-se 460 estudos e 12 ensaios clínicos.

Reorganizaram-se as instalaçons médicas e formou-se em cascada por todo o país ao pessoal médico e sanitário, mas também de protecçom civil, da administraçom do estado, do sector educativo, cooperativas agrárias, “cuenta propistas”, do sector turístico, nom só dos hotéis mas também a quem alugam casas, etc. Fisseram-se reunions territoriais por tudo o país nas que participaram todas as autoridades de instituçons civis, militares, de protecçom civil, sanitarias, organizaçons comunitárias e os CDR’s reuniram-se com a povoaçom por bairros. Também sumaram a rede de hospitais militares às instalaçons já previstas para enfrontar a pandemia.

O 11 de março detetam-se os primeiros positivos em Cuba a tres turistas italianos. Inmediatamente todo o plam puxo-se em marcha.

As medidas que impediram a propagaçom da Covid19 em Cuba foram, além das de confinamento, suspensom de aulas, eventos culturais e desportivos, cese do transporte público e o feche do país ao turismo (que é fonte importantísima de emprego e de entrada de divisas), a rápida organizaçom de um sistema de saúde pública e de autoorganizaçom social, já treinado em outros desastres naturais e epidemias, algumhas delas froito de ataques imperialistas, em todo o território nacional.

Tudo o sector sanitário esteve integrado, os elementos epidemiológicos, os assistenciais e o potencial científico cubano. Mobilizou-se toda a estructura sanitária, partindo da atençom primaria e cubrindo as medidas preventivas, a curaçom e a recuperaçom das pessoas que sofrirom a doença.

A resposta exemplar de Cuba baseou-se, há que insistir, em primeiro lugar nas características do sistema de saúde cubano que é público, universal e gratuito; que prima a prevençom sobre a cura, com umha rede de medicina de família responsável da saúde comunitária e que vive entre as pessoas que atende e conhece as suas condiçons de vida, de trabalho, e por tanto os condicionantes para a sua saúde; em segundo lugar, na indústria biofarmacéutica orientada às necesidades da saúde pública; em terceiro lugar, a experiencia da ilha em matéria de defensa civil e enfrontamento de desastres naturais, com umha extensa rede de organizaçons populares que o facilitam; em quarto lugar a experiencia no controlo de doenças contaxiosas.

Medidas preventivas

Busca ativa de casos com todo o pessoal sanitário de primária mais 28.000 estudantes das diferentes carreiras sanitárias que pesquisavam casa por casa procurando posíveis positivos, tomando temperaturas e detetando síntomas. Esta pesquisa porta a porta foi implantada em Cuba no ano 81 cando o país sufriu umha grave epidemia de dengue.

Protocolo para um cenário preventivo e outro terapéutico.  Creaçom por toda a ilha de centros de ilhamento com atençom médica em polideportivos, parques de campismo, hotéis, universidades e outras instalaçons, para os casos menos graves ou que tivesem estado em contato com os casos xa confirmados. Controlo diário nos hotéis nos que se hospedam pessoas estrangeiras.

As policlínicas fam seguimento durante 14 días a quem já foram dadas de alta.

No cenário preventivo houve acçons específicas sobre o pessoal da saúde sendo que só se contaxiaram 92 profissionais e nom morreu nehum.

Clasificou-se a toda a povoaçom em catro grupos: aparentemente sans, com factores de risco da doença, doentes e em proceso de recuperaçom ou rehabilitaçom. Todo esto partindo de que no Consultorio da Família conhecem as características da saúde da povoaçom que tenhem ao seu cargo.

No tratamento utilizaram-se vários dos 22 medicamentos desenvolvidos pela indústria Biotecnolóxica e Farmaceutica cubana com vias a melhorar a inmunidade, entre eles o Interferóm Alfa 2B, a Biomodulina T que leva utilizándo-se 12 anos para tratar infecçons respiratorias recurrentes em pessoas maiores, o anticorpo monoclonal Anti CD6, utilizado para tratar linfomas e leucemia e que se lhe administrou a doentes Covid 19 em estado crítico para reducir a inflamaçom provocada polo fluxo masivo de líquido nos pulmóns e o péptido CIGB 258 para reducir procesos inflamatórios. Nalguns casos utilizous-e plasma de doentes recuperados. Também se lhe deu a toda a povoaçom o medicamento homeopático Prevengho-vir que se coida indicado para fortalecer o sistema inmunolóxico.

A primeiros de maio, já dispunham de um sistema de diagnóstico cubano que permite realizar probas masivas a baixo costo sem ter que depender das carísimas probas compradas no estrangeiro.

Tomaram-se medidas especiais para a Covid19 nom entrar nos cárceres facendo probas até duas vezes ao día.

Ponher a saúde das pessoas no centro das prioridades é a chave do éxito.

Jamais colapsou o sistema de saúde.

Medidas ecónomico-sociais

Além das medidas sanitárias tomaram-se outras, nom menos importantes, de contido económico-social, como suspender os impostos aos negócios, congelar as dévedas domésticas, asegurar o 50% do salários às pessoas hospitalizadas, o 70% do salário às trabalhadoras e trabalhadores que virom suspensa a sua actividade, asistência social com entrega de comida, medicamentos e outros artigos de primeira necesidade aos fogares com ingresos mas baixos e suspendeuse o pago das facturas dos serviços públicos.

Miles de pessoas que ficaram sem emprego foram reubicadas na producçom masiva de máscaras, e equipas de protecçom, produtos médicos e sanitários para BioCubaFarma e moitas empresas estatais e contapropistas trabalharom na reparaçom de equipos vitais como os respiradores. Mesmo houve um movimento popular de producçom doméstica. Também se organizaram grupos comunitários de axuda mútua.

A 5 de agosto havia confirmados 2.701 casos e faleceram 88 pessoas de umha povoaçom de 11,2 milhons, o que pom a Cuba no lugar 96 do mundo. Fixeronse perto de 350.000 probas.

O internacionalismo da Revoluçom Cubana

Abrindo uma radical diferença com a clausura de fronteiras internacional, Cuba foi solidária com a passagem do cruzeiro MS Braemar abandonado à sua sorte por umha semana, mentres Curazao, Barbados, Bahamas, Dominicana e os EUA lhe denegavam o desembarco por ter confirmados 5 casos entre as 684 pessoas que viaxavam nele. As autoridades cubanas montaram um grande operativo para desembarca-lo e envia-los num voo charter ao seu país de origem.

A seguir enviou umha brigada médica a Italia, primeira vez que umha destas brigadas asistia um país do chamado primeiro mundo ou mundo desenvolvido.

Durante 60 anos, 400.000 profissionais da saúde acudirom mediante a cooperaçom médica a 164 naçons. Cuba formou no seu territorio a mais de 35.000 profissionais de outros países. As e os médicos cubanos chegabam lá onde os estados nom podiam chegar ou os médicos, procedentes das elites locais, nom queríam desprazarse. Misons como a “operaçom milagro” que devolveram à vista a mais de um millon de pessoas em Venezuela, Brasil, Uruguay, Guatemala, Argentina, etc., som paradigmáticas.

Cando comezou a pandemia, Cuba tinha 28.000 profissionais sanitários em 59 países. Durante a pandemia acudiu com 34 brigadas e 3.300 profissionais, 2.000 deles mulheres, a 27 países. Este pequeno país é o numero 1 como donante a nível internacional (o 30% do total) e despraza mais cooperantes que todo o G8 xunto.

Cuba era quem asumia todo o custe destas misons solidárias na maior parte dese periodo de 60 anos. A primeira vez que Cuba recebeu algo a cambio foi no programa petróleo por médicos que levou 30.000 sanitários e sanitárias a Venezuela.

Cuba tem intercámbios com outros países nos que se valora o trabalho destas brigadas ainda que, geralmente, nom se chega a cubrir todos os custos. Umha parte desses ingresos vam a soster o próprio sistema de saúde pública cubana e os programas que continuam a ser gratuitos nos países mais necessitados como por exemplo Haití. Pese às campanhas contra as misons médicas, hai que informar que as trabalhadoras e trabalhadores da saúde que se integram nesas brigadas; asinam um convenio que recolhe dereitos e deberes e, quando há compensaçom económica, umha parte entrégaselhe a eles e elas.

As brigadas a Italia e Andorra foram totalmente solidárias, nom se cobrou nada por parte de Cuba nem de quem as integravam.

A resposta do imperialismo é o ataque e a difamaçom e a resposta de prensa internacional é o silêncio, quando nom facerse eco das mentiras sobre a natureza desta cooperaçom solidaria cubana.

O bloqueio

Inclusive numha situaçom tam crítica, tanto sanitária como económica, os EUA reforzaram o bloqueio com novas medidas como prohibir os voos charter, sancionar a varias empresas para obstaculizar as remesas e os pagos de turistas através de plataformas como a Airbnb, retirar da ilha a gigante hoteleira Marriot e multar empresas estrangeiras implantadas em Cuba. Mesmo impediu a venda de respiradores a Cuba, e até umha doaçom da China nom puido chegar a Cuba por temor a umha multa à aerolinea que a transportava.

Jamais escuitamos num telejornal nem limos na imprensa escrita umha nova sobre o que estava a acontecer com a Covid-19 em Cuba e a sua solidariedade internacionalista, nem por suposto sobre estas medidas ilegais adoitadas polo goberno dos EEUU.

Por isso é mais necessário que nunca rachar co bloqueio informativo e a manipulaçom mediática e, sobre todo, impedir o bloqueo económico, comercial e financieiro que afoga o desenvolvimento de Cuba e a sua Revoluçom.

“Gastando moito menos, Cuba ten mellor saúde ca os paises ricos” (Entrevista co investigador Don Fitz: Primeira parte)

Alejandro Pedregal – El Salto

No 2009, ponderando todas as loitas nas que se vira implicado contra incineradoras, vertedoiros, fábricas, química pesada e deforestación, o profesor de psicoloxía ambiental, Don Fitz, que ensinou en varias universidades dos EUA, especialmente na área de Saint Louis, Missouri, onde reside, coidaba que para deter a destrución capitalista e crear un mundo mellor compriría reducir a extracción de recursos e a produción de manufacturas. Porén, entendía que o sector económico da medicina demandaba unha gran expansión nunha sociedade post-capitalista. Un par de anos antes, a súa filla Rebecca fora estudar á Escola Latinoamericana de Medicina (ELAM) en Cuba, e cando foi visitala a illa, investigou a conciencia a atención médica cubana. O resultado deste traballo aparece agora no libro  Cuban Health Care: The Ongoing Revolution (A atención médica cubana: unha revolución en marcha) Na primeira parte da entrevista para o medio cubano El Salto, Fitz explica o contido desta revolución médica.

O libro de Don Fitz di que o sistema asistencial cubano é superior pola súa racionalidade a toda a medicina capitalista.

Que lle interesou en particular da atención médica cubana?

-Cuba gasta moito menos en atención médica por persoa ca os EUA e ten resultados superiores en esperanza de vida e mortalidade infantil. Gasta menos, malia que esa cantidade represente unha parte importante do seu gasto público. Iso fixo cachizas a miña idea de que o medicamento sería a área económica que requiriría expansión nunha sociedade post-capitalista.

A cada está máis claro que debemos tratar os recursos coma un ben a conservar e procurarmos formas para reducir a produción. Pero producir non para multiplicar beneficios senón por utilidade, non é posíbel baixo o capitalismo. Se a pequena economía de Cuba pode mellorar a saúde de millóns de persoas no mundo, imaxine o que podería lograrse se a enorme capacidade produtiva de Estados Unidos pasase de crear lixo inútil e destrutivo a producir o que a xente en todo o mundo realmente necesita. Había moitas historias da medicina cubana que debían contarse.

Cal é a razón da eficiencia cubana a hora de combater a  pandemia da COVID-19?

-Houbo debates ao máis alto nivel do Ministerio de Saúde Pública de Cuba que serviron para elaborar a política nacional con respecto da COVID-19. Concluíuse que era necesario realizar probas masivas para determinar quen fora infectado. As persoas infectadas terían que pasar unha corentena na que se lles aseguraba alimentación e necesidades. O rastrexo de contactos permitiu determinar quen máis podería estar exposto. O persoal médico necesitaría ir de porta en porta para verificar a saúde de cada cidadán, e os dos centros de saúde prestarían especial atención a todas aquelas persoas da veciñanza que puidesen ser de alto risco.

Para o 2 de marzo, Cuba tiña instituído o Plano para a Prevención e Control do novo coronavirus. En catro días, ampliou o plan para incluír toma de temperatura e illamento de viaxeiros entrantes infectados. Isto ocorreu antes do primeiro diagnóstico confirmado de COVID-19 de Cuba, 11 de marzo. A primeira morte por Covid-19 en Cuba foi en 22 de marzo, cando había 35 casos confirmados, case mil pacientes observados en hospitais e máis de 30.000 persoas en confinamento domiciliario. Ao día seguinte, Cuba prohibiu a entrada de estranxeiros non residentes, o que afectou profundamente aos ingresos por turismo do país.

Ese foi o día en que a Defensa Civil de Cuba púxose en alerta para responder rapidamente á COVID-19 e o Consello de Defensa da Habana decidiu que había un problema grave no distrito do Vedado da cidade, famoso por ser a residencia de elección de visitantes estranxeiros non turísticos, que tiñan máis probabilidades de estar expostos ao virus. Para o 3 de abril, o distrito estaba pechado. Como observa Merriam Ansara, calquera persoa coa necesidade de entrar ou saír debía probar que fora examinada e estaba libre de COVID-19. Defensa Civil aseguro o subministro nas tendas e o recoñecemento de todas as persoas vulnerabeis.

Os funcionarios de saúde cubanos querían que o virus permanecese na etapa de propagación local, que é cando se pode rastrexar o paso dunha persoa a outra. Tentaron evitar a etapa de propagación comunitaria, cando o rastrexo xa non é posíbel por moverse fóra de control. Mentres os profesionais da saúde dos EUA arelaban equipos de protección persoal e as probas eran tan escasas que as persoas tiñan que compralas, Cuba tiña recados rápidos de probas para rastrexar contactos de persoas que contraeran o virus.

Fins de marzo e principios de abril, os hospitais cubanos tamén cambiaron os patróns de traballo para minimizar o contaxio. Os médicos da Habana estiveron no Hospital Salvador Allende durante quince días e pasaron a noite nunha área designada para o persoal médico. Logo mudáronse a unha área separada dos pacientes onde viviron durante outro quince días e realizóuselles unha proba antes de regresar a casa. Quedaron en casa sen saír durante outros quince días e fixéronse probas antes de renovar a práctica. Este período de illamento de 45 días impediu que o persoal médico transmitise enfermidades á comunidade a través das súas viaxes diarias desde o traballo a casa.

Os estudantes de medicina participaron dende os consultorios.

O sistema médico esténdese desde o consultorio a todas as familias en Cuba. Os estudantes de medicina de terceiro, cuarto e quinto ano son asignados por médicos de consultorios para ir a fogares específicos cada día. As súas tarefas inclúen obter datos de enquisas a residentes ou facer visitas adicionais a anciáns, menores e persoas con problemas respiratorios. Estas visitas recompilan datos de medicamentos preventivo que logo son tomados en conta por aqueles nos postos máis altos na toma de decisións. Cando os estudantes traen os seus datos, os médicos marcan en vermello onde os lugares de risco que precisan de coidado adicional. Os médicos de veciñanza reúnense regularmente nas clínicas para falar sobre o que está a facer cada médico, que está a descubrir, que novos procedementos está a adoptar o Ministerio de Saúde Pública de Cuba e de que xeito o traballo intenso afecta ao persoal médico. Desta maneira, todos os cidadáns cubanos e todos os traballadores da saúde, desde os médicos de veciñanza até os institutos de investigación máis prestixiosos, xogan un papel en determinar a política de saúde.

-Os gobernos que recusaran aos médicos cubanos agravaron seus problemas de saúde, nomeadamente para os máis pobres.

-As institucións financeiras internacionais e dos EUA evitan, por unha banda, que poidan crearse sistemas nacionais de atención médica e, pola outra, procuran destruír os que xa existen. Déixeme comparar dous países cun plano nacional (Cuba e Venezuela) con dous nos que se eliminou a atención médica nacional (Brasil e Ecuador). Venezuela aplicou aspectos fundamentais do modelo de saúde cubano a nivel nacional, o que lle serviu para combater con eficiencia a COVID-19. Un exemplo: En 2018, os residentes da Comuna Socialista Altos de Lídice, organizaron sete consellos comunais, incluído un para saúde comunitaria. Un veciño cedeu  espazo na súa casa para a iniciativa do sistema comunitario de saúde poder coordinar a recolección de datos para identificar veciños en risco e visitalos nas súas casas para explicar como evitar a infección da COVID-19. Ao chegaren os primeiros médicos cubanos, en 2003, a enfermeira axudou a aplicar o programa Barrio Dentro. Ela lembra que os veciños nunca viran un médico pero cando chegaron os cubanos lles “abrimos as nosas portas, viviron connosco, comeron connosco e traballaron entre nós”.

Como resultado da construción dun sistema de tipo cubano, o 11 de abril de 2020 o goberno venezolano tiña realizado 181.335 probas PCR a tempo para ter a taxa de infección máis baixa en América Latina. Venezuela tiña só seis infeccións por millón, mentres Brasil, que botara aos médicos cubanos, tiña 104 por millón.

Doutra banda, mentres Rafael Correa foi presidente de Ecuador, máis de mil médicos cubanos formaron a columna vertebral do seu sistema de saúde. Elixido Lenin Moreno en 2017 expulsaron axiña os médicos cubanos e deixaron a medicina pública no caos. Moreno seguiu as recomendacións do Fondo Monetario Internacional para recortar o orzamento de saúde nun 36%, deixándoo sen profesionais, sen equipo de protección persoal e, sobre todo, sen un sistema coherente. Cando Venezuela e Cuba tiñan un total de 27 mortes por COVID-19, a cidade máis grande de Ecuador, Guayaquil, tiña 7.600.

A solidariedade cubana foi tratada por certos medios como propaganda.

Como psicólogo utilizo o termo proxección de neglixencia para definir os ataques contra o humanitarismo cubano. O termo proxección describe ás persoas que atribúen os seus propios pensamentos ou impulsos inaceptábeis a outros. A proxección política  referírese a un país que atribúe a súa propia acción censurabel a outro goberno. A proxección de neglixencia médica contra Cuba preséntase baixo dúas formas. Por unha banda, as asociacións médicas en varios países latinoamericanos teñen mostrado unha intensa hostilidade cara aos médicos cubanos, acusándoos de quitar traballos aos propios médicos do país, de acudiren só para difundir propaganda política, de non estar cualificados e de non proporcionar atención de seguimento.

O feito de o persoal médico cubano ir a zonas pobres e rurais, desertadas polos médicos dos países de acollida, desmonta a afirmación de que estean a quitar empregos aos médicos en Brasil ou Venezuela. O goberno de Chávez comezou o primeiro programa Barrio Adentro no 2003 para proporcionar medicina comunitaria aos distritos venezolanos pobres e de clase traballadora. Fíxose un chamado aos médicos venezolanos para participaren: só cincuenta presentáronse voluntarios. Despois desta resposta patética, Cuba trouxo máis de 9.000 a fins dese ano. Contra a Misión Barrio Adentro, a Federación Médica Venezolana (FMV) esixiu a expulsión dos médicos cubanos, baixo a acusación de difundir propaganda esquerdista. Lonxe diso, os médicos cubanos foron adestrados para non participar na política de ningún país onde estean a prestar servizos. Isto é fundamental para os acordos médicos con países que, a diferenza de Venezuela, teñen gobernos de dereitas.

Algunhas asociacións médicas latinoamericanas acusaron aos médicos cubanos de teren cualificacións baixas.

-Esqueceron o orixinal enfoque cubano na saúde comunitaria en áreas rurais e en dificultades, a medicina familiar e a xestión de catástrofes. Os médicos cubanos teñen como obxectivo diagnosticar máis do 80% dos problemas médicos mediante exames e historiais detallados. Dado que o sistema cubano funciona moito mellor na mellora dos principais indicadores de saúde, sería útil preguntar a esas asociacións que resultados obterían os seus graduados noutras escolas médicas latinoamericanas se houbesen de realizaren seus exames en Cuba.

A maiores, os médicos cubanos teñen máis poder de permanencia en comunidades con dificultades que os que fan esas acusacións, xa que cando os médicos cubanos rotan e van a casa, outros da illa substitúenos.

Outra forma importante de proxección de neglixencia foi a de ignorar ou minimizar a importancia dos equipos de resposta de emerxencia de Cuba para inundacións, terremotos, furacáns, maremotos, volcáns, andazos e catástrofes, como a traxedia de Chernobyl. O internacionalismo médico foi un compoñente central da Revolución desde 1959. Unha promesa revolucionaria foi levar a atención médica ás zonas pobres, negras e rurais, e a partir de aí, era sinxelo pensar en levala a outros países con necesidades, como se fixo en Chile en 1960 e Alxeria en 1963.

O internacionalismo médico de Cuba expresouse de catro maneiras. Primeiro, enviando persoal médico ao estranxeiro. Durante o últimas seis décadas, máis de 400.000 profesionais médicos cubanos traballaron en 164 países e melloraron a vida de centos de millóns de persoas. O que Cuba fixo en Italia foi unha continuación deste patrón. En 26 de marzo, Cuba enviou a 52 médicos e enfermeiros a Crema, en Lombardía, cando as súas emerxencias estaban no límite. Os cubanos estableceron un hospital de campaña con tres camas de unidades de coidados intensivos e outras 32 camas con osíxeno. Unha nación caribeña máis pequena e pobre foi unha das poucas que axudou a unha gran potencia europea.

Segundo, Cuba trouxo xente á illa, tanto estudantes como pacientes. Cando os médicos cubanos estaban na República do Congo en 1966, viron que a mocidade estudaba baixo os farois na noite, e organizáronse para que fosen á Habana. Trouxeron aínda máis estudantes africanos durante as guerras angolanas de 1975 a 1988 e, a seguir, a un gran número de latinoamericanos a estudar medicina despois dos furacáns Mitch e Georges. Establecer a ELAM foi a culminación disto. Cuba tamén ten un historial de traer pacientes estranxeiros para recibir tratamento. Despois da crise nuclear de 1986 en Chernobyl, 25.000 pacientes, na súa maioría nenos, chegaron á illa para recibir tratamento, e algúns quedaron durante meses ou anos. A acción de Cuba co MS Braemar foi parte desta tradición. O 18 de marzo, Cuba foi o único país que permitiu atracar aos máis de mil tripulantes e pasaxeiros. Ofreceuse tratamento nos hospitais cubanos a quen sentiron demasiado enfermos para voar. Antes de partir, os membros da tripulación exhibiron unha pancarta que dicía “Ámote, Cuba!”

En terceiro lugar, Cuba busca ofrecer medicamentos a baixo custo ás nacións pobres en lugar de inflar os prezos aos enfermos como é costume nas empresas farmacéuticas privadas. Cuba tentou traballar de xeito cooperativo cara ao desenvolvemento de medicamentos con países como China, Venezuela e Brasil. A colaboración con Brasil dera resultado en vacinas contra a meninxite a un custo de 95 céntimos, en lugar de 15 a 20 dólares por dose. Cuba busca axudar aos países a adaptar os sistemas médicos para servir mellor aos pobres e ensínalles a producir medicamentos eles mesmos para que non teñan que depender de medicamentos dos países ricos.

Cuarto, a axuda a Cuba é xenuína máis que propagandística. E isto lévanos outravolta á proxección de neglixencia que ocorre cando os responsabeis dos malos tratos aos pobres do mundo buscan culpar a outros que tratan de axudar activamente. Haití non se mostrou remiso a aceptar a axuda de Cuba, despois do devastador terremoto de 2010. Cuba foi o provedor clave de axuda porque tivera moito persoal médico alí desde 1998. Ao longo dos anos, 6.000 profesionais médicos cubanos trataran a máis de tres millóns de haitianos. Un mes despois do terremoto de 2010, moitos equipos de emerxencia estranxeiros xa se tiñan ido, pero quedaron 600 cubanos e 380 haitianos adestrados en escolas cubanas. En outubro de 2010, Haití foi golpeado polo primeiro brote de cólera que tivera en máis de cen anos. Se Cuba non tivese o costume de quedar nun país despois da axitación inicial de socorro en casos de desastre e se non lle ensinara a estes haitianos medicina preventiva, a cifra de mortes por cólera sería moito peor. Os 22.000 estadounidenses en Haití eran case por completo militares, e os médicos estadounidenses non só chegaron a Haití máis tarde e partiron antes que os cubanos, senón que non quedaron onde as vítimas haitianas amontoábanse, senón en hoteis de luxo. Os médicos cubanos vivían nas comunidades ás que trataban.

John Kirk utiliza o termo turismo de desastre para descreber a forma en que moitos países ricos responden ás crises médicas nos países pobres. Van ás zonas de desastre “para ter unha “experiencia” en lugar de brindar asistencia significativa aos afectados” e interponse no traballo de rescate serio. O enfoque dos médicos cubanos está en marcado contraste co “turismo de desastre”. Os cubanos teñen unha ampla capacitación de resposta. Baséanse nas experiencias por miles de persoal médico que xa traballaran en países pobres. Os equipos de resposta ou o persoal de substitución permanecen en países afectados durante meses ou anos, axudando a desenvolver programas de medicina comunitaria e saúde preventiva.

Cuba ten mellor atención médica cun consumo de enerxía infinitamente menor

Don Fitz ensinou psicoloxía ambiental en varias universidades dos EUA, nomeadamente na área de Saint Louis, Missouri, onde reside; foi candidato a Gobernador polo Partido Verde dos EUA en 2016. Ten publicado traballos sobre psicoloxía social e colabora en Monthly Review, ZNet, CounterPunch, Common Dreams, Global Research, Climate & Capitalism entre outros.

Fitz define os seus traballos sobre Cuba coma un apartado de importancia dun tema máis amplo centrado no risco de expandir a produción enerxética. O autor advirte que a chamada enerxía verde substitúe os combustíbeis de orixe fósil mais envelena e destrue o medio ambiente e deixa as relacións capitalistas intactas. Cuba proba que é posíbel dispor dunha mellor atención médica cun consumo de enerxía infinitamente menor.

Tradución a Galego de Ramón Fernández Leal.

“SEMPRE LEAL”, cartazes espontâneos que recordam na Habana ao historiador da capital

Cuba rende hoje homenagem espontânea ao historiador da cidade de Havana, Eusébio Leal, cuja morte comoveu ao pais.

Prensa Latina

O povo desta capital rende hoje homenagem espontânea ao historiador da cidade de Havana, Eusébio Leal, cuja morte comoveu os cubanos e a personalidades de toda Ibero-América. Desde que se soube da notícia da morte, este 31 de julho, Cuba não deixa de receber mensagens de condolências de todo o mundo. Governantes, acadêmicos, historiadores, artistas, intelectuais, líderes de diversas comunidades lamentaram a perda física do Doutor em Ciências Históricas e Mestre em Ciências Arqueológicas, premiado com honras em várias nações.

Enquanto os cubanos ocuparam às redes sociais para realçar o legado do historiador e o povo da cidade capital, à qual muitos identificam como sua eterna noiva, começou a pendurar lençóis brancos nas sacadas, em tributo a Leal. A iniciativa nasceu de maneira espontânea; pois o acadêmico via-lhe muito com frequência a pé por Havana, pesquisando, reconstruindo histórias e compartilhando com qualquer visitante ou morador da cidade.

Na fala do poeta Miguel Barnet, Leal era um apaixonado que tinha fé absoluta no destino de Cuba e resgatou a memória da ilha e seus valores intangíveis, se entregava ao país, parecia um Rei Midas que ia pela cidade e convertia tudo em ouro.

Em anos recentes, muitos poucos intelectuais cubanos têm feito tanto por fazer visível a história pátria, os símbolos da nação cubana, por resgatar a figuras como Carlos Manuel de Gramas ou ao próprio Antonio Maceo, comentou o presidente da Casa das Américas, Abel Prieto.

Também nas redes sociais, o vice-primeiro ministro de Cuba, Roberto Morales Ojeda, retratou o pesquisador do seguinte modo: ‘Eusébio Leal é genuina cubanía e memória perene. Cabaleiro de Havana, de humildade, singeleza e lealdade admirável. Com lençóis brancos honramos a obra deste filho ilustre da Pátria’.

No entanto, algumas colunas e estátuas exibem cartazes com a inscrição de Sempre Leal, escritos à mão, outra homenagem espontânea do povo que oferece uma ideia de quanta admiração lhe professava.

Cuba realizou a véspera um dia de luto oficial, por decreto do presidente do país, Miguel Díaz-Canel, que elogiou a vida e obra do acadêmico que a julgamento da poetisa Fina García Marruz, quando o esqueçam os homens, ainda o recordarão as pedras.

“A Nosa América padece unha nova Operación Cóndor” (Fabián Escalante)

Fabián Escalante – La Pupila Insomne

O complexo de propiedade continental dos EUA, procedente da doutrina Monroe (1823) o anti-comunismo da Guerra Fría e outras fontes imperialistas (Kissinger) deran lugar a Operación Cóndor cuxo nome, segundo o terrorista de orixe cubana Antonio Veciana, débese ao complot (así denominado pola CIA) para asasinar a Fidel Castro na súa viaxe a Chile e despois foi utilizado como denominación xenérica para a sabotaxe e golpe de Estado contra o goberno democrático de Allende. Hoxendia, a Nosa América é alvo dunha Operación Cóndor de nova feitura e idénticos obxectivos imperialistas e anti-comunistas, como sabemos polo executado contra Brasil, Chile, Bolivia e Ecuador, o bloqueo de Cuba, que cumpre 61 anos, o de Venezuela e o renovado cerco de Nicaragua.

O Cóndor imperialista regresa contra Latinoamérica, desta vez sen careta.

A Operación Cóndor foi dirixida por David. A. Phillips (1) xefe da CIA para Latinoamerica naquela altura, terrorista que interviu en todas as agresións aos nosos pobos dende 1954 a 1975 e mesmo no asasinato de John Kennedy, que segundo certas probas foi planeado para frustrar dende a CIA un posibel cambio da política da Casa Branca para Cuba. Integrantes dos exércitos da Organización del Atlántico Norte (OTAN) en Europa, responsábeis de miles de atentados e crimes no continente depois da Segunda Guerra Mundial, foron partícipes decisivos na coordinadora criminal das ditaduras de Latinoamérica nos 60 e 70.

Investigacións da xustiza arxentina comprobaron que este exército sicario probado no anti-comunismo da Guerra Fría e reforzado polos comandos da CIA formados contra a Revolución Cubana, conspiraran a prol de Augusto Pinochet dende os inicios de Cóndor. Entre eles estaban os axentes da fascista Ordine Nuovo, Vincenzo Vinciguerra e de Avanguarda Nazionale, Stefano Delle Chiae (contratados por Manuel Fraga para actuaren en Montejurra no 76) e outros autores de atentados terroristas y asasinatos da Operación Gladio, modelo seguido pola OTAN en Italia.

Os crimes cometidos en varios países de Europa son parte fundamental do comezo da guerra táctica anti-comunista dirixida pola CIA, o MI británico e a  OTAN (con dirección en Virxinia EUA) depois prolongada en Latinoamérica baixo a cobertura da Operación Cóndor.


A Operación Cóndor nacera para acabar co exemplo e influencia da Revolución Cubana en Latinoamérica dende 1959 e combater os movementos de Liberación Nacional e progresistas, inspirados por Cuba. Eis a razón para o imperio bloquear Cuba, igual que agora combaten o internacionalismo das brigadas médicas. Cuba representa o demo para as oligarquías e o Imperio.

A Operación Cóndor foi un mecanismo terrorista de Estado, ilegal e clandestino, que contaba coa complicidade dos militares e aparellos policiais rexionais, para combater movementos de esquerda, progresistas e democráticos do Continente. O plano é de ideoloxía fascista e está gobernado por medio da CIA e outros departamentos dos EUA para a conspiración e o delicto, coma USAID (axéncia dos EUA para o progreso) ou mafias narcotraficantes.

As ditaduras militares latinoamericanas serviron de base a CIA para  a Operación Cóndor. Todas elas foran promovidas polos EUA na segunda metade do século XX: Chile, Arxentina, Uruguay, Paraguay, Bolivia, Brasil, Nicaragua, Honduras, O Salvador e Guatemala; contaba co apoio das forzas armadas  de Colombia, Ecuador, Perú e Venezuela.

Os mesmos intereses fascistas dos EUA promoven hoxe gobernos dereitistas coa axuda dos militares e golpistas de antes e coa colaboración de sistemas legais corruptos. O Brasil é o caso sobranceiro de xudicialización da política para favorecer os intereses dos EUA.

A DINA (2) policía secreta da ditadura militar de Augusto Pinochet, organizou e dirixiu a Operación Cóndor en Chile para entregar información sobre prisioneiros e levar a cabo execucións extrajudiciais co obxectivo de aniquilar aos oponentes de esquerda. Un subproducto de Cóndor, foi a Operación Colombo que asasinou a 119 chilenos, moitos en cadeas. Mediante un ben pagado sistema de contamnación informativa, Pinochet acusou destes crimes ás propias orgnizacións de esquerda ás que culpou de axustes de contas entre eles.

Por medio do batallón de intelixencia 601, o goberno da ditadura arxentina participara na guerra contra os Sandinistas en Nicaragua, seguindo a Operación Calipso (3) trazada pola CIA. A guerra contra o lexítimo goberno de Managua, foi a derradeira campaña militar do século XX no continente americano e causou mais de 50,000 vítimas.

A Operación Cóndor contou cos grupos terroristas de orixe cubana asentados en Florida (4) para executar atentados en todo o continente. Entre eles estaban Poder Cubano de Orlando Bosch e o Movimiento Nacionalista Cubano de Felipe Rivero e os irmáns Ignacio e Guillermo Novo Sampol. Dirixiunos Manuel Contreras e o seu especialista en terrorismo, o norteamericano e axente CIA Mike Townley. Os asasinatos do xeneral Carlos Pratts e a súa esposa en Bos Aires, o do exchanceler Orlando Letelier e a súa secretaria Roni Morffi en Washington, o que custara a vida a Bernardo Leighton e esposa en Roma, Italia, o do xeneral boliviano Juan Jose Torres e a desaparición, tortura ou asasinato dos diplomáticos cubanos Crescencio Galañena e Jesús Cellas.

 Poder Cubano encabezou o CORU (5) coordinadora dos grupos terroristas de orixe cubana na Florida, que na década do 70 foron responsables de 377 atentados violentos en Estados Unidos e outros países. Foron eles quen asasinaron diplomáticos cubanos en Portugal e Canadá e colocaron unha bomba no voo 455 de Cubana de Aviación que estalóu a aeronave sobre Barbados e causou 73 mortos.

Para finanzar estes crimes, a Operación Cóndor fixo matute de drogas dende Colombia a EUA, segundo a Comisión investigadora do Senado Norteamericano (6). A seguir, dous cárteles mexicanos incorporáronse a este sistema de finanzamento do terrorismo contra Cuba. Evidencias contrastadas dende EUA e Centroaméricaa, responsabilizan a Operación Cóndor dos asasinatos do xeneral Omar Torrijos en Panamá, o Presidente Jaime Roldós do Ecuador e o xeneral Rafael Hoyos do Perú, por presuntos contactos coa esquerda. No golpe de estado dos militares en Bolivia, reaparece a Operación Cóndor mentres outros exércitos, coma o do Brasil asumen posicións de poder ou no Paraguay mantense intactas as bases do poder do dictador Alfredo Stroessner ou en Colombia e O Perú alentan o pacto do Grupo de Lima contra a Venezuela bolivariana.

Latinoamérica padece unha agresión imperial de novo tipo, un novo plano Cóndor no que gobernos dereitistas, impoñendo políticas neoliberais, combaten os instrumentos xurídicos colectivos (7) impoñen a lei do revolver ao mellor estilo do oeste yanki, baixo a mirada abúlica dos países do Primeiro Mundo e as súas institucións políticas. O que a Operación Cóndor fixera antes clandestina e ilegalmente, realízase hoxe con luz e taquígrafos. O golpe en Bolivia é a proba.

Impidamos que continuen a destrución da Nosa América.

Notas

1 David A. Phillips, terrorista que intervira no golpe contra Jacobo Arbenz en Guatemala (1954) despois axente na guerra da CIA contra Cuba e, a seguir, dende México, un dos protagonistas de conxura contra Kennedy; na Republica Dominicana participou  no golpe contra o goberno democrático de Juan Bosh, e en Bolivia forma un comando para localizar e asasinar ao Che; en Chile está no comando encargado de atentar contra Fidel e un tempo depois no golpe contra Allende. En 1975 pasou a retiro despois de unha comisión do Congreso norteamericano investigar as conspiracións da CIA para asasinar a líderes políticos estranxeiros.
2 DINA, Dirección Nacional de Intelixencia chilena.
3 Operación Calipso da CIA (1981 a 1990) que armara a Contra nicaraguana dende Honduras e Costa Rica atacar para acabar coa Revolución Sandinista; acabou no fracaso ao cabo de destruír país, en vidas e facenda.
4 Grupos organizados en 1963 pola CIA para transladar o centro das súas operacións do territorio norteamericano a Latinoamérica depois de apreciar o resultado das agresións, asasinatos e danos producidos en Cuba.
5 CORU, Comandos de Organizacións Revolucionarias Unidas, fundada a mediados de 1976 en Santo Domingo pola CIA. O seu lider foi Orlando Bosch.
6 Comisión senatorial presidida por John Kerry
7 MERCOSUR, CELAC E ALBA TCP

No libro Los ejércitos secretos de la OTAN : la Operación Gladio y el terrorismo en Europa occidental (El Viejo Topo, 2005) o catedrático e investigador Daniele Ganser, da universidade de Bale (Francia) ofrece datos contrastados sobre os comandos anti-comunistas que tranladarian a súa experiencia a Latinoamérica.

Asociación de Amizade Galego-Cubana “Francisco Villamil"

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