A XIII assembleia da ALBA-TCP honra a iniciativa de Fidel e Chávez na actual realidade de integração latino-americana e caribenha

Gabriela Ávila Gómez – GRANMA

Cuba tornou-se, mais uma vez, capital da integração da América Latina e do Caribe, na ocasião do XIII aniversário da ALBA-TCP, a celebração do 16º Conselho Político da organização e o encerramento de uma reunião intergovernamental entre a Ilha maior das Antilhas e Venezuela. A assembleia da ALBA-TCP tem lugar uma semana depois do VI Cume do CARICOM, em Antígua e Barbuda, 8 de dezembro, onde Raul Castro afirmara que um Caribe cada vez mais próspero, equitativo, seguro, sustentável e unido é possível.

Maduro diz na XIII Asembleia da ALBA-TCP que valera a pena percorrer um caminho de rebelião, de construção de uma alternativa, de uma aliança, que na ideia de Bolívar une o sonho, o amor e a esperança dos povos do Caribe, dos povos da América Central, dos povos da América.

“Os perigos para a sobrevivência da espécie humana aumentam –anunciara Raul no VI Cume do  CARICOM em Saint John- e as consequências da aplicação de conceitos não universalmente aceitos como intervenção humanitária e responsabilidade de proteger são usados para disfarçar ações intervencionistas e agressivas que ameaçam a paz e a segurança internacionais e nos chamam a defender o direito internacional e a força total da propósitos e princípios consagrados na Carta das Nações Unidas”.

Durante a inauguração do cume do ALBA-TCP, o ministro de Estado cubano, Bruno Rodríguez Parrilla asegurou que o eixo da reunião virara em torno da análise das mudanças na situação internacional, dos eventos meteorológicos que afetaram o Caribe e do aumento da investida da oligarquia e do imperialismo contra os processos progressistas. «Da mesma forma, a ALBA continua ratificando seus princípios e valores fundadores», Bruno referiu-se ao acirramento da guerra não convencional contra a Venezuela e afirmou que a nação bolivariana avança com seu projeto e, nesse sentido, felicitou-a pelo triunfo nas últimas eleições municipais.

Raúl Castro e Nicolás Maduro lideraram as sessões no Palácio das Convenções, na capital cubana, de mais um aniversário do surgimento da Alternativa Bolivariana para os Povos da nossa América, hoje chamada de Aliança Bolivariana para os Povos de Nossa América-Tratado de Comércio dos Povos (ALBA-TCP). A iniciativa da ALBA débe-se a Fidel Castro e ao líder venezuelano Hugo Chávez, como alternativa à Área de Livre Comércio para as Américas (ALCA) proposta pelos Estados Unidos.

“Valera a pena percorrer um caminho de rebelião”

O presidente da República Bolivariana da Venezuela, Nicolás Maduro Moros, recordou no Cume da Habana a intervenção histórica de Fidel e Chavez, e diz que valera a pena percorrer um caminho de rebelião, de construção de uma alternativa, de uma aliança, que na ideia de Bolívar une o sonho, o amor e a esperança dos povos do Caribe, dos povos da América Central, dos povos da América do Sul. “Claro, que valeu a pena que pela primeira vez fosse criada uma organização de integração, de cooperação, que tivesse que ver com os humildes e que tivesse como centro a felicidade dos povos, a felicidade e a libertação, a redenção social dos povos do continente”.

Maduro saudou “os nossos irmãos do Caribe, de São Vicente e as Granadinas, da Dominica, de Cuba, de San Cristobo; mas também está a América do Sul: Equador, Bolívia, nossos irmãos da Nicarágua, Granada,e nosso secretário-geral, este indígena aymara, que fala quéchua, do Titicaca, nosso excelente companheiro, o secretário-geral, David Choquehuanca. que assumiu o secretariado geral e levou a mensagem da ALBA e os sonhos de dois gênios, Fidel e Chavez”.

O presidente da República Bolivaria sitúa na iniciativa fidelista, chavista, a visão de que é possível fazer muito com pouco, de que é possível fazer grandes, e recorda Missão Milagre, como chegou de forma benfeitora para bater na porta dos camponeses, dos moradores dos bairros. “A Missão Sim, eu Posso, ou como a chamamos nós, a Missão Robinson, como conseguiu trazer luz a exércitos inteiros de toda a América Latina, de analfabetos, e declarar territórios livres de analfabetismo a repúblicas, como a República Bolivariana da Venezuela, a Bolívia, o Equador, a Nicarágua, o Caribe; ou levar o sistema de saúde primário, familiar e preventivo para que ele levasse seu conhecimento e seu amor a milhões de homens e mulheres, às vezes em silêncio, como disse José Martí: «em silêncio, teve que ser»; foi em silêncio, mas com muito amor ao longo dos campos; ou levar o esporte, como o direito da vida de nossos povos”.

Maduro repara no antecedente do CARICOM: “da América do Sul muitos percebiam o Caribe como algo estranho, distante, não nosso. CARICOM começou a compactar as regiões: a fachada sul-americana, a fachada centro-americana, e sem dúvida, o papel da liderança cubana e o papel de liderança do Comandante Hugo Chávez foram fundamentais para criar a confiança e a proximidade necessárias para a fundação da organização destinada a marcar a história futura do nosso continente:a Comunidade dos Estados da América Latina e do Caribe”

Em referéncia ao cerco imperial contra Venezuela, o presidente venezuelano diz “Nós estamos vivendo cruamente; Cuba viveu isso durante 55 anos contínuos. Mas Cuba conseguiu um consenso mundial em espaços como a Assembleia Geral das Nações Unidas, e só a arrogância e o desprezo e a prepotência não permite compreender aos círculos de poder imperial dos EUA que o mundo inteiro diga, como já disse em uma única voz a Assembleia Geral das Nações Unidas: Não ao bloqueio contra Cuba! Não à perseguição econômica, comercial e financeira contra Cuba!”

“Estes são os sonhos que herdamos –diz Maduro- são os sonhos que defendemos, são nossos sonhos; e que me perdoem por essa expressão, mas só nós temos esses grandes sonhos para o país, ninguém mais os tem (Aplausos). Que sonhos podem ter a direita dependente, entreguista, ‘vendepátrias’ em nossos países? Quais os sonhos que podem ter, o sonho da felicidade, o da integração; o sonho de ver nossos libertadores liderando a épica deste século? Não, eles não podem tê-los, só nós temos esses sonhos, só nós aspiramos a esse mundo e essa é a força que nos move aqui e isso nos torna invencíveis, indestrutíveis contra todos os obstáculos e problemas que eles interpõem em nosso caminho”.

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