Afganistán e Cuba, semellanzas da mesma mentira imperial do “cambio de réxime”

Rosa Mirian Elizalde–La Jornada

Vinte anos de mentiras de Washington, e abondaron dez días para os Pastunes se faceren co goberno do Afganistán. O ramo púxoo Joseph Biden ao tatexar unha escusa mentireira e patética: “A nosa misión en Afganistán non era construír unha nación, nin enferrar unha democracia unida; o noso único interese nacional en Afganistán foi, e segue a ser, previr un ataque terrorista contra os EUA”.

Cubadebate

Quen llo cre? O Washington Post editara hai ano e medio 2.000 páxinas con máis de 400 entrevistas con militares, diplomáticos, cooperantes e oficiais afgáns. Contando co anonimato, os citados falaran a treo dos erros do Exército dos EUA e do engano deliberado á nación que representaban (e ao mundo) ao asegurar que procuraban un cambio de réxime no Afganistán. Leccións aprendidas, chamaron a esta papelería delirante.

Cambiaron cada dato para presentar o mellor cadro posíbel… Bob Crowley, por exemplo, coronel que exercera de conselleiro de contra-insurxencia entre 2013 e 2014, recoñecía que as enquisas apestaban a mentira mais reforzaban a idea de que todo o que estaban a facer era o correcto.  Donald Rumsfeld, ex ministro do Exército e arquitecto da tropa Ciberespacial dos Estados Unidos, acrecentaba: Non teño nin a mínima pista de quen son os malos.

Un exército de 800.000 estadounidenses invadira Afganistán desde 2001. O ministerio da Guerra recoñeceu 2.443 baixas e uns 20.589 feridos. Xunto co ministerio de Exteriores e a Axencia para o Desenvolvemento Internacional (USAID) sen incluír outras instancias coma a CIA ou o Departamento de Asuntos de Veteranos, gastaron desde 2001, 2,26 billóns de dólares, segundo estimacións do documento Custes humanos e orzamentarios da guerra contra o terrorismo, da Universidade Brown, en Rhode Island.

O proxecto tamén estima que morreron 241.000 afgáns como resultado directo da intervención militar. Estas cifras non inclúen mortes causadas por enfermidades, fames, secas, e outras consecuencias da guerra.

Imposíbel non comparar estes datos cos dos planos de cambio de réxime en Cuba e as continuas ameazas dos políticos da Florida.  Nas últimas dúas décadas, axencias federais estadounidenses destinaran arredor de 250 millóns de dólares para o cambio de réxime na illa. Compre aclarar que falamos de caudais públicos, documentados polo Cuba Money Project, do investigador Tracey Eaton. E non se sabe canto diñeiro viaxou polas canles clandestinas, mentres a intervención militar nunca deixa de ser unha opción sobre a mesa dos senadores Marco Rubio e Robert Menéndez, ou a congresista María Elvira Salazar, por citar só a avangarda do fundamentalismo anticubano en Washington.

Ademais do cambio de réxime e do diñeiro, o que une a historia imperial dos EUA con Afganistán e Cuba son as películas de vídeo.  As que vimos nestes días polas redes, parécense a aquela que contara e vivira en primeira persoa Eduardo Galeano. O escritor uruguaio era membro do tribunal internacional de Estocolmo, que xulgaba en 1981 a invasión das tropas soviéticas en Afganistán. Segundo a explicación oficial, a invasión quería defender ao goberno laico que estaba a tentar modernizar o país. “Nunca esquecerei o momento culminante daquelas sesións -escribiu Galeano-. Un alto xefe relixioso, representante dos fundamentalistas aliados, deu unha longa disertación chea de rabia anti-comunista. O freedom fighter pagado polo goberno dos EUA -agora terrorista-, tronóu: Os comunistas deshonraron as nosas fillas: ensináronlles a ler e a escribir!”

Coido que Galeano estaría de acordo comigo en que aquel berro parécese coma unha palla a outra aos que emiten, un día si e outro tamén, os lexisladores da cruzada contra Cuba desde Washington.

Artigo traducido para Terra Sen Amos por Rosalía Eiras

Viva a Ousadia Revolucionária do Comandante Fidel Castro!

Luiz Eduardo Mergulhão Ruas – Portal dos Trabalhadores Brasileiros

O mundo assiste ao aumento exponencial das contradições do capitalismo, com as mais elevadas calamidades todas à vista, como beligerância, armas biológicas, invasões imperialistas, sabotagens contra as nações menos armadas, eliminação física de líderes políticos, sociais e científicos, avanço das políticas neoliberais contra direitos fundamentais e seguridade social mundo a fora, e assalto às riquezas fundamentais para a maioria das nações além do vergonhoso bloqueio econômico contra Cuba.

Discurso de Fidel no Parque Céspedes de Santiago de Cuba, o 1 de janeiro de 1959.

Já vão cinco anos da morte do comandante em chefe da Revolução Cubana, um estadista que nunca deixou de ser um ousado revolucionário tanto no pensamento quanto na prática concreta. Essa postura diante da vida se expressou na vitória sobre a ditadura de Batista e também na construção do socialismo caribenho, sendo uma das razões fundamentais de resistência do povo cubano por décadas. Apresento a seguir, de forma resumida, alguns momentos decisivos de essa ousadia.

Diante do golpe de Batista, apoiado en 1952 pelo governo estadunidense, contra a possiblidade de vitória eleitoral de um candidato nacionalista do partido ortodoxo. Parecia, mais uma vez, que todos os partidos seguiriam a lógica de montar frentes políticas que atuassem nas contradições da ditadura aguardando o seu desgaste. O advogado Fidel Castro, certamente um postulante a deputado caso não fosse efetivado o golpe, foi convencido pelos fatos de que o caminho pacífico e institucional estava fadado ao fracasso. Organizou, portanto, em julho de 1953, a partir da juventude do partido ortodoxo, um movimento armado insurrecional, forma de luta com larga tradição na história do país,  e o Assalto ao Quartel Moncada, no Oriente da ilha , região de intensa participação política desde as lutas de independência, na segunda cidade do país, Santiago de Cuba. O programa defendido pelos insurgentes buscava a derrubada da ditadura e o restabelecimento da Constituição de 1940, a reforma agrária, uma política de nacionalizações, o confisco de propriedades daqueles ligados à ditadura e também a participação do proletariado fabril no lucro das empresas.

O Movimento é derrotado do ponto de vista militar, mas se torna uma vitória política porque deu outra dinâmica a resistência á ditadura quando Fidel, em seu julgamento, produziu uma análise marxista da sociedade cubana vinculando a ação insurrecional á José Martí, herói da independência. Estava selada a linha de continuidade entre as lutas pela independência e a revolução que se propunha derrubar a ditadura, através de um programa nacionalista, democrático e popular, espalhado por toda a ilha por seus camaradas do denominado Movimento 26 de Julho, data da tentativa do assalto á Moncada.

Voltar como heróis ou mártires

Preso e finalmente anistiado, Fidel pedagogicamente divulgou suas ideias esperando que o próprio povo cubano fosse convencido da impossibilidade da atuação na legalidade, e só a partir daí deixou a ilha, salientando que ele e os integrantes do movimento voltariam como heróis ou mártires. A ousadia foi novamente a marca das ações de Fidel no desembarque do Granma, quando o objetivo era outra insurreição tendo como retaguarda a Sierra Maestra. Pese a dura derrota incial frente às forças de Batista, resultante também do desembarque ter perdido o caráter de surpresa pelo atraso, Fidel conclamou que a vitória era certa mesmo com poucos homens presentes na Serra Maestra e armamento limitado.

As ações guerrilheiras e a construção de uma ampla frente política com os elementos da burguesia anti Batista assustou alguns, até mesmo o comandante Che Guevara. Só que essa aliança se baseava em um programa onde estava garantido o conteúdo programático de Moncada e a sobrevivência do Exército Rebelde. Isso foi fundamental quando, após a vitória contra a tirania, o setor da burguesia cubana e o imperialismo estadunidense, surpresos com a aplicação real das medidas populares sem concessões, tentou de todas as formas impedir o avanço da revolução cubana. O povo trabalhador nas ruas apoiando o congelamento de aluguéis e a reforma urbana, os camponeses e trabalhadores rurais com acesso a terra, a política de nacionalizações e a presença do exército rebelde, foram chaves para alimentar ainda mais a ousadia de Fidel e do governo revolucionário no enfrentamento contra o imperialismo, trilhando a direção do socialismo .

O socialismo cubano expressou toda sua força democrática na participação popular protagônica em cada bairro, sendo também assentado no desenvolvimento de valores morais e éticos, na construção de um novo ser humano a partir de novas relações sociais. Esse papel da consciência e do sujeito histórico na construção do socialismo cubano, que foi muito além da mera distribuição de renda e estatização dos meios de produção -a socialização econômica como apontou o Che- superando o determinismo das forças produtivas, criou raízes em Cuba. O desenvolvimento material deveria estar associado a essa nova consciência, construída pela ação prática, o exemplo da vanguarda e a educação revolucionária.

Foi essa concepção diferenciada de socialismo assentada no sujeito coletivo, na consciência, nos valores e de tantas raízes nacionais e patrióticas, que criou condições para a ousadia de Fidel em dois momentos: na reação aos ventos da Perestroika soviética em 1986, ao salientar que o caminho não era o mercado, contestando ao seu maior parceiro econômico e político, e também no duro momento do fim do campo socialista e da própria URSS. Revelando energia, coragem e atrevimento político revolucionário, o comandante Fidel levantou bem alto a bandeira do socialismo e do comunismo em um momento de forte avanço do imperialismo e da direita, diante de um bloqueio mais acirrado  e quando muitos achavam que a revolução estaria derrotada em semanas .

A ilha socialista foi sendo defendida pela resistência do seu povo, apesar das carências do Período Especial, ciente do que puider acontecer caso de que fosse derrotada uma revolução que lhe dera tantos direitos e a garantia  da soberania real do país. Fidel impulsionou reformas mas soube manter a essência socialista da revolução e viu na maior participação do povo, cada vez mais incorporado a gestão do Estado, a raiz da resistência.

A revolução permaneceu vitoriosa e seu anti-imperialismo fundamental para a nova onda de governos progressistas no continente, que tiveram em Cuba um exemplo de resistência e apoio solidário. Tendo à frente o grande comandante, o governo cubano impulsionou ainda mais um componente fundamental da revolução, mesmo com todas as carências vividas pela ilha: a solidariedade internacionalista, estendendo a presença de técnicos, médicos e professores cubanos a diversos continentes, inaugurando a Escola Latino América de Medicina e construindo uma revolucionária forma de relacionamento comercial, a Aliança Bolivariana para os Povos da Nossa América – Tratado de Comercio dos Povos (ALBA-TCP)

O comandante, porém, se mantinha com olhos abertos, sagazes, sem fugir a duros desafios espinhosos originados de análises profundas. Com humildade extrema, apontou que um dos seus erros, e dos revolucionários cubanos, foi a certeza dos caminhos da construção do socialismo. A prática revelara que era algo muito mais complexo. De maneira dura, mas sempre alertando pedagogicamente os revolucionários, levantou a questão que não seria possível o império reverter a revolução mais sim seu próprio povo. Foi, certamente, um chamado do comandante à unidade que garantiu tantas vitórias, ao cultivo dos valores revolucionários e a eficiência produtiva com base em valores socialistas, sempre atentos ao imperialismo e ao individualismo produzido pelo mercado.

Que seja o legado de Fidel, sua ousadia analítica e propositiva sempre revolucionária, algo bem presente no povo cubano e em todos nós.

Discursos anti-imperialistas da esquerda da UE favorábeis ao Bloqueo

Berenice Sobral (Miami)  – Terra Sen Amos

Onde vai a solidariedade con Cuba da Françe Insumise de Melenchon e do seu discurso anti-imperialista? Esta presunta esquerda demanda  axuda humanitaria  para a illa e non parece alterarse cando lle recordan, que a actuación humanitaria que están dispostos a secundar, é de feito unha invasión por mar e aire de parte dos EUA, o que significa que certa esquerda francesa que asegura que nunca vai aceptar consellos do capital, corre a axudar ao capital cando este proclama dende a megafonía imperial que é urxente intervir en Cuba. Parecen ignorar que os problemas obxecto das súas solucións proceden directamente do seu propio bloqueo a Cuba. Unha auto-denominada esquerda insubornábel que aparece na onda das fraccións verdesda UE, conformadas polo modelo atlantista de loita ecolóxica próxima ao anticomunismo. Nela ten protagonismo a IV Internacional.

Ilustración do semanario Avante para o comentario “Onde Vais BE?(Bloco de Esquerda)

Dende  Madrid, Yolanda Diaz , que ocupa o cargo máis alto de Unidas Podemos no goberno de coalición do PSOE,  interpela ao goberno de Cuba coma se este fose causante dos problemas graves de abastecemento que padece a poboación. O tobogán de Diaz, de bandeira vermella ao vento, supera o teito da Moncloa, mais ao final baixa con toda comodidade ao andén da política exterior do PSOE, conformada polo cuartel xeral da OTAN dende Vixinia.

Pregunta Arianna Álvarez na prensa cubana : “Onde estaban por ventura, os que  xuntan as palabras axuda e humanitaria cando os EUA impediron a entrada dun barco que viña de China cargado de específicos para tratar a pandemia e axudar ao pobo de Cuba? Onde estaban cando Trump prohibiu transferencias de axuda a illa no medio da pandemia, impediu que empresas norteamericanas vendesen a Cuba ventiladores pulmonares e abordou no medio do mar transportes de petróleo para illa? Son os mesmos que deran voces cando Cuba ofreceu porto ao pasaxe dun trasatlántico inglés ao que outros paises da área recusaran axudar”.

“Do Bloco de Esquerda (BE) nen uma palabra de solidariedade á Revolución Cubana –comenta Joao Fração no semanário Avante– Pelo contrário, nos seus órgãos de comunicação, veicularam as notícias das centrais de desinformação internacional.  As manifestações populares em defesa da Revolução, que face ás ameaças de desestabilização  trouxeram para as rúas da ilha centenas de milhares de pessoas  (…) foram olimpicamente ignoradas. Em contrapartida, deputados e a eurodeputada do BE fazem eco com a campanha de intoxicação internacional e um dos seus principais dirigentes indigna-se mesmo por Diaz-Canel ter apelado  á defesa da Revolução”.

Con Cuba sempre, agora e en calquera circunstancia

Farruco Sesto – Nós Diario

Amo a Cuba. Pois ela forma parte da modesta casa da miña vida, como unha das súas pedras fundacionais.

A cousa podo explicala así: de Cuba souben e por Cuba intereseime moi cedo, en plena adolescencia, coas historias e noticias de rebelións e de combates liberadores, que nos ían chegando nos avatares daquela longa noite de pedra na que nos moviamos aprendendo a ler entre liñas e a pensar a contracorrente.

Logo, co paso de tempo, funme sentindo cada vez máis unido espiritualmente a ela, puidésemos dicir que representado por ela, pola Cuba revolucionaria, na complexa aventura de vivir e, sobre todo, de vivir en sociedade cando un está sensibilizado, vaia vostede a saber por que, ante os demos da inxustiza. Cuba presentáballe ao mundo como proxecto, un xeito propio e moi persoal de confrontar colectivamente eses diaños desalmados da desigualdade, a explotación, a opresión, a exclusión, e eu permitinme facer meu ese proxecto que me cativou. Sumeime a el. Convertino nunha guía para explorar os horizontes do posibel.

Ao longo de todas as miñas militancias, digamos, intelectuais, universitarias, sociais, políticas, Cuba non deixou de estar presente como unha referencia fundamental. Sabendo, como sempre souben, que a política é contexto, porque a loita por transformar a realidade dáse nun mundo sumamente diverso, non deixei de mirar a Cuba como o exemplo de que, en calquera caso, sexan cales sexan as circunstancias, e por suposto con diferentes modos de facelo, sempre é posibel lograr avances significativos nesa loita que nunca termina por construír un mundo mellor.

Así, estiven moi contento cando en 1974 presentouse a ocasión de poder viaxar a Cuba. E aínda que aquela era unha viaxe moi persoal, hai que aclaralo, desligado de toda relación política, serviu para construírme unha primeira idea real, unha imaxe concreta por así dicilo, do que era aquel país en revolución que procuraba edificar unha sociedade de iguais. Percorrendo a Illa por terra, toda ao longo, desde Santiago ata a Habana, reforzou  meu agarimo por Cuba e pola súa xente. Xa na capital, visitei a Casa das Américas onde tiven a sorte de coñecer persoalmente á lendaria Haydée Santamaría e compartir con ela.

Pasaran máis de dúas décadas, cando a finais de 1997 tiven a oportunidade de viaxar novamente a Cuba formando parte dunha pequena delegación de catro persoas, esta vez nunha viaxe de claro contido político. Reunímonos co comandante Fidel Castro, ao longo dunhas 12 horas durante dúas xornadas cuxo recordo forma parte indelebel da miña memoria política, coa conciencia de que ese foi un dos momentos máis importantes da miña vida.

Foi precisamente nesa viaxe onde coñecín tamén o comandante Manuel Piñeiro, quen estivo presente nas reunións con Fidel, e que como se sabe foi un dos revolucionarios máis emblemáticos, polas súas tarefas moi particulares no seo da revolución cubana. Tiven a oportunidade de preguntarlle polas súas orixes e confirmoume que si, que tanto a súa nai como o seu pai eran galegos emigrados a Cuba.

O meu conto sobre Cuba, como pode supoñerse sería longo, pois a partir de 1999, e xa no cumprimento de distintas tarefas como funcionario do goberno bolivariano, correspondeume o privilexio de visitar a Illa infinidade de veces para participar en múltiples reunións e actividades, que unha detrás doutra foron desenvolvendo e fincando na miña alma, por así dicilo, un especial amor por Cuba, que é amor polo seu pobo e a súa revolución, que vén sendo o mesmo.

Pero como a lonxitude desta nota non dá senón para unha breve pincelada, déixenme rematala puntualizando que ese incondicional amor por Cuba que confeso, ademais do compoñente pasional ten tamén moito de admiración e sobre todo de agradecemento. Por ser Cuba o que é, por estar alí, por resistir ao mais grande e xenocida dos imperios, por ser exemplo de dignidade, de coraxe e de humanidade.

Con Cuba sempre, agora e en calquera circunstancia.

A amizade con Cuba, honra o Moncada en Vigo para denunciar publicamente o arrizado cerco imperialista

Alina Maceda – Terra  Sen Amos

Na altura de o asalto ao Moncada cumprir 68 anos, en 26 de xullo, López Obrador, presidente de México, dixo que o mundo debería aclamar Cuba coma Patrimonio da Humanidade, polo heroísmo de ter resistido 62 anos o asedio dos EUA, o máis desigual e prolongado da historia. Non aparece mención da proposta de Obrador nas aperturas dos telexornais e o seu destaque é ainda menor nos diarios. Nun paseo de Vigo, os xardíns portuarios de Montero Rios, durante cen anos miradoiro dos barcos da emigración a Cuba, sete protagonistas da política de esquerdas e nacionalista explican por que compre esixir o remate do bloqueo que a ONU identifica coma o primeiro e definitivo atranco contra a vida, a saúde o progreso e a soberanía de Cuba. Entre o ventiño do mar e o abano dos freixos, paseantes de tarde reparan no cartaz que anuncia NÓS CON CUBA,  CONTRA O BLOQUEO, co ánimo de entender o cerne dun discurso que mal visita a información. Hai quen di que de Cuba sabíamos ben máis cando os vapores da Habana atracaban diario nesta beira.

Imaxe do acto en Vigo durante a interpretación do Himno por Antón Sánchez. (Foto de Nós Diario)

Antón Sánchez  interpreta o Himno na  gaita tumbal e, a seguir, en nome de A Nova-Irmandade Nacionalista, Oriana Méndez, concelleira en Vigo, recorda “a inmensa xesta que finalmente conduciu ao pobo de Cuba conquistar a capacidade de decidir seu futuro e historia, e que, precisamente na altura na que a Revolucións Cubana e ten dado tantas mostras do seu compromiso irreductibel coa vida, o progreso, a igualdade e a liberdade, é vitima dunha ofensiva reaccionaria e contra-revolucionaria que debemos combater dende o compromiso coa vida e a luz. Viva Cuba Revolucionaria: Patria ou morte, Matria ou morte!”. A concelleira recordou a Otelo Saraiva de Carvalho, heroi da Revolución de Abril e amigo de Galiza, finado o 25 de Xullo.

“Viva Cuba Libre!”, dixo ao tomar palabra Ana Miranda, deputada do BNG no Parlamento Europeo. “Vendo agora canda nós un neno que lanza piñas, lembrei cando meu pai levábame de cativa a manifestarnos contra o bloqueo a Cuba e que 40 anos despois teñamos que seguir protestando contra esta situación de asedio, ilegal, ilexítima, de manipulación informativa, contraria a 28 resolucións da ONU e as dos parlamentos do Sur”. Recordou as propostas nacionalistas no Parlamento de Galiza e da UE para defensa de Cuba na pandemia e cualificou de vergoña o feito do goberno de Sánchez manter silenzo sobre o encarnecido ataque aos irmáns e irmás de Cuba. “Dende esta terra solidaria, de xente noble, berramos Patria ou Morte, Revolución, viva Martí, viva Fidel, viva Diaz Canel e viva a Revolución Cubana!”

A Revolución Cubana, paradigma da defensa do común

Ricardo Castro Buerger, secretario xeral da Central Unitaria de Traballadoras (CUT) dixo que 26 de xullo de 1953, no Moncada, “abrira as portas da historia para o pobo traballador de Cuba e non só de Cuba pois naquela altura, palabras com a Igualdade, Liberdade,Fraternidade, Xustiza e Solidariedade, foran nosas outravolta e neste novo ataque contra a Revolución Cubana continúa a batalla ideolóxica polo valor das palabras: os lacaios do Capital rebañan palabras que eran nosas e din mentireiramente democracia, liberdade, mais non no noso nome senón para manter seus intereses de clase. A obriga de todas as mulleres e homes de ben, é defender a Revolución Cubana, paradigma da defensa do común: eis é a esencia do comunismo, a defensa do común; ou se está coa defensa da Revolución Cubana para defender o común, ou se está na defensa do individual contra o colectivo. Ou defendemos a Revolución en cada recuncho das nosas vidas públicas e privadas ou estaremos de perfil; de perfil está o goberno español, que ven de citar Ana, porque ou ben atacan unha parte da Revolución Cubana ou atácana por omisión. Aquí entre amigos e amigas é doado defender a Revolución, mais temos que sair da zona de conforto porque sabemos, como dicía Sartre, que  liberdade é a capacidade de comprometerse. Viva o 26 de xullo e viva a Revolución Cubana!”.

Anxo Igrexas, recorda o compromiso da Confederación Intersindical Galega (CIG) coa Central de Trabajadores de Cuba (CTC)  coa Revolución fundada no 61, e salienta “o éxito da Revolución, a contrafío de nada menos que 60 anos de Bloqueo e atrancos, un exemplo  de loita pola soberanía, independencia e defensa do socialismo, que para os que somos nacionalistas de esquerda serásempre exemplo e referencia e debemos contribuir con todas aquelas iniciativas que multipliquen a solidariedade coa Revolución Cubana, como esta mesma da Asociación de Amizade Galego-Cubana Francisco Villamil. Viva a Revolución Cubana! Adiante!”

A Guerra de IV Xeración: criar o problema para brindar a solución

En nome do Partido Comunista de Galicia e de Esquerda Unida, Eva Solla reparou “a importancia do compromiso solidario e das iniciativas de defensa da Revolución Cubana, nomeadamente cando arriza coma aggora un Bloqueo que ten un impacto social económico tan alto sobre a vida diaria de cubanas e cubanos; un Bloqueo absolutamente criminal e que está dirixido a minguar a capacidade de vida digna nun Estado que abrazara mediante a Revolución a opción de seguir nun sistema de valores e de xustiza antitético ao capitalismo; no balbordo da campaña de propaganda contra Cuba, dérase o caso de moitas persoas e colectivos dubidaren por causa da información contraria; a guerra de desinformación translada mensaxes falsos que inciden nomeadamente naquelas persoas menos politizadas. Eis a intención da Guerra de IV Xeración: inzar a idea de que hai un problema que resolver e que existe unha solución militar, como se ten defendido falsamente contra Venezuela e Cuba. A Revolución Cubana derrotou estes ataques dirixidos de feito contra calquera opción que represente unha  alternativa viábel fronte o capitalismo. Por iso a causa da Revolución Cubana ten que ser unha bandeira para todas as mulleres e homes da esquerda. Viva a Revolución Cubana!”.

Cuba é a máis bela Revolución, probabelmente a máis bela que se ten dado: a dun país pequeño que resiste 63 anos a só 90 millas do imperialismo máis poderoso que coñeceu o planeta. Cuba merece a nosa solidariedade! – di Xosé Collazo, do PCPG. Así se está manifestando no Consello de Seguridade e na Asemblea Xeral da ONU, ano tras ano. O imperialismo non respecta chamamento ningún, non respecta a humanidade: non está para iso senón para destruir, asoballar e bloquear un referente coma o de Cuba ou calqueroutro que represente de verdade unha alternativa ao capitalismo. Facemos un chamamento especial a afortalar a unidade e coordenación do movimento de solidariedade con Cuba”. O recordo de Pedro Trigo, heroe de Moncada, nacido en 1928 na Habana de pais emigrantes de Viveiro, precedeu no final os lemas Viva Cuba Socialista e Soberana!, Viva o internacionalismo Proletario! e Patria ou Morte, Venceremos! que foron respondidos dende o público por unha mención a Xulio Trigo, irmán maior de Pedro e Mártir de Moncada.

En nome do Partido Comunista das Traballadoras de Galiza (PCTG) Marina Quintillán pediu “o final do criminal bloqueo imperialista e xenocida que só conta co aval do Estado terrorista de Israel”. Dixo que “os gobernos capitalistas e imperialistas da UE carecen de autoridade moral carecen de autoridade moral para falaren de democracia e liberdade ou dereitos humanos porque son quen manda tropa para disolver as protestas obreiras; aos compañeiros cubanos que nos agradecen por asistir, nós dámoslle as gracias por resistir e por seren durante tantos anos esperanza e exemplo para toda a humanidade traballadora.  Os inimigos de Cuba terán de marchar por onde viron, coma en Xixón. Abaixo o bloqueo criminal! Patria ou morte!

Dereitos violados na UE e mentiras contra Cuba

Erea del Rio Iglesias, presidenta da Francisco Villamil fixo a seguir memoria do recrudecemento do bloqueo a Cuba: “En febreiro de 2020 comezou nas redes unha campaña identificada coma Crise en Cuba, represión, fame e coronavirus, nunha altura na que na illa non había nin un só caso da Covid 19, nin faltaban alimentos ou medicamento malia os golpes diarios contra as finanzas, o tránsito naval,  o movimento bancário, o corte súpeto das remesas ou a cancelación de vóos regulares e demáis. O 2 de marzo de 2021, a Francisco Villamil denunciara na publicación dixital Terra Sen Amos,  como 4 cantantes nados en Cuba presentaran dende Miami con enorme apoio mediático un alegato mediocre contra a Revolución Cubana. Estes rapeiros non foran denunciados polas autoridades de Cuba, o que contrasta coa situación de, entre outros, Pablo Hassel, quen vivindo na idílica UE está no cárcere por facer uso de dous dereitos centrais: o de expresión e o de manifestación”.

Del Rio relaciona a información destes feitos “co oportunista Movimento San Isidro que se enfrentou co Ministerio de Cultura como parte da guerra capitalista contra Cuba,  pretendendo desestabilizar o país. Tentábase máis unha vez de crear un estado de opinión que xustificase unha intervención militar contra Cuba e presentar aos EUA como modelo mundial da democracia. A importancia da Batalla das Ideas, que encarecera Fidel. Chávez daba a esta clase de agresión externa, nome de Mecha lenta de Explosivo, que arde por contaxio masivo da opinión e incide tanto no económico coma no político”.

 “Domingo 11 de xullo pasado, cadrando co maior aumento da Covid-19 tanto na Habana coma en Matanzas, as protestas adquiren unha maior gravidade con protagonismo de cubanas e cubanos no concello habaneiro de San Antonio de los Baños. Estas manifestacións foron publicitadas coma Contrarias á Ditadura e A prol da liberdade. Os media dominantes contaran centenas de detidos e mesmo de desaparecidos. Tomaron emprestadas imaxes doutros paises e mesmo de manifestacións de apoio a Revolución para finxiren a revolta. Estamos diante dunha estratexia intervencionista para derrubar ao goberno de Cuba, con tácticas diarias promovidas especialmente dende o exterior de Cuba; para inducir inestabilidade e caos, buscan provocar intervencións da forza pública para presentalas coma represión de dereitos básicos que poidan servir coma pretextos mediáticos para unha revolta, presuntamente en defensa das liberdades cando, de feito, son colaboración con  agresores externos. Estamos a vivir unha guerra de desinformación, unha guerra integral non convencional, psicolóxica, de propaganda, comercial e mediática que invita a unha finxida intervención humanitaria, na realidade unha operación militar lanzada dende os EUA. Esquecen que a maioría da poboación de Cuba non participa destes incidentes e mal que lles pese non aceptan unha campaña que virá  con bombas e morte. Esiximos a Biden que respecte os dereitos humanos, que elimine o Bloqueo, que deroge a lei Helms-Burton que quite a Cuba da lista de paises promotores do terrorismo; que peche a base de torturas de Guantánamo e non impida a importación de medicinas e bens necesarios”.

Resume Erea del Rio unha situación de emerxencia inducida  polos EUA contra o normal funcionamento da economia e sociedade de Cuba e dirixida a bloquear a reforma monetaria e outras normas aprobadas pola inmensa maioria da poboación cubana. Sobre o labor desenvolvido pola solidariedade internacional, cita a campaña  de adquisición de xiringas para a vacinación na illa, lanzada por Sodepaz e  participada dende a Francisco Villamil. Denuncia aínda outro silenzo dos media: os máis de 9.000 millóns de Euros de perdas producidas polo Bloqueo, só o ano pasado, e remata con vivas á Revolución Cubana, ó 26 de Xullo e Patria ou Morte, repostada polo público cun  Venceremos!

Facer irreversíbel a Revolución

 “O mundo coñece como o imperialismo acreceu a súa arrebatada  campaña contra a Revolución –dixo a seguir Ángel Torres, cónsul de Cuba, que agradeceu nun breve limiar a homenaxe amiga-  mais a unidade do pobo arredor do Partido Comunista impedirá o suceso desta campaña. Temos o compromiso de facer irreversíbel a Revolución.  Dende hai 30 a Asemblea da ONU condena o Bloqueo dos EUA contra Cuba. O actual presidente dos EUA, resolveu continuar as 243 medidas aplicadas polo seu predecesor para arreciar o criminal Bloqueo e queremos salientar que 55 destas foran aplicadas durante a pandemia o que non ten outro nome que xenocidio contra o pobo de Cuba”.

Recordou Ángel Torres que o pobo cubano envía tropa a todo o mundo, mais tropa de bata branca que ven loitando contra a Covid 19 en 55 paises, entre eles algúns da UE. “Agora o Imperio fai o impposíbel para que o mundo non saiba que a primeira vacina Latinoamericana é plenamente eficaz contra a morte por Covid. Chámase Abdala e é cubana. Esta guerra non convencional coñecida coma Manual Para o Golpe contra o Pobo, fracasará contra a vontade do pobo cubano e a solidariedade internacional de irmás e irmáns coma vós que non vos deixades enganar pola endiañada campaña internacional inzada de mentiras e trapalladas.

Cita ao ministro de Estado de Cuba para certificar que non se produciu tal cousa coma unha revolta popular. “Hoxe ten plena vixencia a sentenza de Fidel: A honra non se negocia, a patria, a independencia, a dignidade, a soberanía, a historia non se negocian; en circunstancias coma as presentes, os amigos e amigas da Revolución, erguen canda o pobo de Cuba e berran Abaixo o Bloqueo! Cuba si yankees non! (o público corea estes lemas) Viva a Revolución Cubana!”.

O preciso presentador Alberto López, agradeceu as intervencións, dixo que a Asociación de Amizade Galego-Cubana estaría preparada para encher as rúas de dignidade e solidariedade en defensa da Revolución e sinalou que a derramada condición da estatua do Pai da Revolución era responsabilidade do actual alcalde de Vigo, Abel Caballero Álvarez. Afinal coreou co público en pé os lemas Contra o Bloqueo Solidariedade! Cuba salva vidas, o Bloqueo mata! e Viva Cuba libre do Bloqueo!

Asociación de Amizade Galego-Cubana “Francisco Villamil"

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