“Quen vão a Cuba de verdade, ficam para sempre ligados a ilha” (Alice de Andrade, autora do filme “Vinte Anos”)

Léa Maria Aarão Reis – Carta Maior

Alice de Andrade, diretora do filme Vinte Anos comenta a afetuosa relação que se estabelece entre os visitantes de Cuba e a Ilha, como lembra Caetano Veloso em sua canção, Crocodilo Verde. ‘’A cultura cubana é muito sólida, rica e alerta para ser cooptada. E espero não estar sendo ingênua demais a este respeito’’, diz quando se refere ao necessario fim do bloqueio demandado  anualmente pela Assembléia Geral da ONU e boicotado pelo governo Trump. A carioca de 53 anos, filha de um dos pais do Cinema Novo e autor do clássico Macunaíma, Joaquim Pedro de Andrade, conhece bem o país. Viveu, estudou e trabalhou em Havana que e ainda visita profisionalmente. O filme é uma coprodução Brasil/Costa Rica, que acaba de estrear no Brasil, é a sua forma de retribuir o carinho e a generosidade com que sempre foi acolhida em Cuba, ela diz, quando ainda bem jovem embarcou para estudar cinema (roteiro) na Escuela Internacional de Cine y TV (EICTV), ‘’onde tive a sorte de estudar como bolsista. ’’

“Vinte anos” é um documentário com que Alice de Andrade quer agradesçer a ecologia da humanidade experimentada em Cuba.

Vinte anos é um documentário sobre o amor e o tempo que passa em uma Cuba onde o tempo estacionara. É um retrato de um mundo que agora parece estar destinado a desaparecer, às vésperas de uma mudança imprevisível.
 
De passagem pelo Rio de Janeiro, entre o lançamento de Vinte anos e uma pausa no roteiro do seu próximo longa, que já está escrevendo, a diretora conversou com Carta Maior sobre a ‘’ilha’’ e sua afeição pelo povo cubano. “Todos que foram a Cuba de verdade, ’’ ela afirma, ‘’ficam ligados a ela para sempre. ’’
 
O tema musical do documentário de Alice é a linda canção da música cubana, Veinte Años, um clássico cantado por Omara Portuondo no Buena Vista Social Clube. Ela faz parte da trilha do filme, que mereceu o Candango de Melhor Trilha Musical para o saudoso Pedro Cintra, no Festival de Brasília.

O que significa este filme para você?

Vinte anos é, em parte, uma forma de retribuir o carinho e a generosidade com que sempre fui acolhida em Cuba, não só pelos meus personagens como pela Escuela Internacional de Cine y TV (EICTV), onde tive a sorte de estudar como bolsista. Jogar luz sobre a realidade complexa de um país que não é só vermelho nem é cor-de-rosa. O bloqueio norte-americano pesa, e muito. Os cubanos têm que lutar sem tréguas para garantir o básico para suas famílias. São mestres na arte de inventar, canear e seguir em frente, sem nunca perder o bom humor e o “suingue”, que nós conhecemos como o rebolado. Mas claro que décadas de uma luta danada sem tréguas cansan!
 
Por que esse seu contato especial perdurou com o país?

Pela qualidade das relações humanas que se constroem lá, com facilidade e leveza. Vivi dois anos e meio em Cuba, na época do Período Especial, época de imensa penúria e racionamento que se seguiu ao fim da ajuda soviética a Cuba. Havia apagões de oito horas seguidas. Eu alugava um quarto em Havana de duas senhoras, numa cobertura linda, num décimo primeiro andar. Atravessava Havana pedalando e subia para casa com a bicicleta nas costas. Elas sempre me diziam: “Mente positiva!”. E continuam dizendo isso 25 anos depois! O Vinte anos é dedicado a elas, Sara Olga e Marta de Almas.
 
No Brasil, quando os de direita querem insultar alguém, dizem ‘’então vá para Cuba’’. Vive-se pior que no Brasil, em Cuba?

Depende de quem e onde. No meu caso, lá eu vivo com muito menos conforto, mas sou muito mais feliz. Porque lá eu não preciso me preocupar com o que os outros pensam ou querem que eu seja, que eu possua ou represente. A vida é muito mais simples e direta. E isso deixa mais tempo para nos desenvolvermos.
 
Você viveu diversas Cubas indo e voltando regularmente?

Claro. No Período Especial, os cubanos eram criminalizados se tivessem dólares. Obama incentivou as remessas e o turismo norte-americano. Trump congelou tudo, jogou um balde de guerra fria nos cubanos! A abertura econômica trouxe grandes possibilidades para eles, campeões em matéria de empreendedorismo e invenção. Mas trouxe consequências. A questão é que a realidade da ilha é extremamente complexa. Os cubanos porém aprenderam a resistir a tudo com inteligência. E, como disse Fidel, “hoje, milhões de crianças dormirão na rua. Nenhuma delas é cubana.” Isso é verdadeiro e muito objetivo. São escolhas. Eu me identifico mais com as escolhas dos cubanos que com as que fazemos no Brasil na maior parte do tempo.
 
Como ve atualmente, a indústria do cinema lá?

Há um novíssimo cinema cubano extremamente vigoroso e interessante. Adorei Últimos Dias em Havana, do Fernando Pérez, meu mestre, amigo e personagem do longa que fiz, Memória Cubana. Sou fã de carteirinha do Fernando. Gosto muito de todos os seus filmes: Madagascar, Suite Havana entre eles. Amo Conducta, que se chamou aqui Uma Escola Havana, do Ernesto Daranas. Estou louca para ver o novo dele, Sergio y Serguei. Parece que é uma obra prima e a ideia é genial. Um astronauta russo, Serguei, abandonado orbitando pela Terra e com quem Sergio, um radialista cubano, por acaso faz contato. Gostei muito também do El Techo, da Patrícia Ramos.
 
E a literatura e a música cubana?

 Gosto demais do Padura e descobri recentemente o Pedro Juan Gutiérrez, que ando devorando (antes tarde que nunca!). Para mim, a música cubana de todos os tempos e todos os gêneros é incomparável. Dos irmãos Matamoros aos Aldeanos, passando pelo Polo Montañez e o X Alfonso. Como bem disse o Mick Jagger no show dos Stones, o Havana Moon: “Gracias Cuba, por toda la bella musica que has dado al mundo”.
 
A perspectiva de fim do Bloqueio e livre circulação entre Cuba e EUA traz risco de os americanos cooptarem a cultura cubana com ela?

Bloqueio é cruel, retrógrado, destrutor. Durante as filmagens, tive que fazer um envio de dinheiro para meu fotógrafo costa-riquenho. O contrato dizia que o trabalho seria efetuado em Cuba e o Itaú se recusou a mandar o dinheiro. Quase nenhuma operadora telefona para a ilha. Claro que o fim (ainda que tardio) desse garrote que afeta todos os níveis da vida na ilha seria lógico, oportuno e bem-vindo. E acho que a cultura cubana é muito sólida, rica e alerta para que seja cooptada. Não sou analista de política internacional nem tenho bola de cristal; e espero não estar sendo ingênua demais.
 
Em quais filmes você trabalhou?

 Tive a sorte de começar como estagiária do Flávio Tambellini na Floresta de Esmeraldas, do John Boorman. Trabalhei com o Ruy Guerra na Ópera do Malandro, em todas as etapas da produção do filme. Com o Walter Lima Jr. em Ele, o Boto. Também escrevi com meu pai, Joaquim Pedro de Andrade, o roteiro de Casa-Grande, Senzala, o último projeto dele que não chegou a se realizar porque meu pai morreu. Eu era assistente de direção e conheci o Brasil escolhendo as locações para o filme. Se o projeto tivesse chegado a se realizar naquele momento, talvez a minha história tivesse sido outra. Mas dez dias depois da sua morte recebi um telegrama da EICTV chamando para estudar em Cuba e achei melhor obedecer. Foram experiências extraordinárias. Tambem na série por hora intitulada 80 Destinos, com 13 episódios de 23 minutos para o canal CineBrasilTV. É uma ampliação do Vinte Anos, desde 1992 até janeiro de 2019, quando a revolução cubana completa 60 anos. Estou adaptando um romance da escritora franco-brasileira Pauline Alphen para o cinema. Uma história infanto-juvenil emocionante que se passa no nordeste do Brasil e na França . 80 Destinos é uma co-produção com o Centro Memorial Martin Luther King, o ICAIC, a Super Filmes e conta também a minha história de amor por Cuba e pela EICTV. Acho que todos os que foram a Cuba de verdade ficam para sempre ligados à ilha. Deve ser o tal feitiço das maracas que Caetano canta no Crocodilo Verde.



Cuba e Noruega chaman a defender o acordo de paz en Colombia

Terra Sen Amos – Redacción

Cuba e Noruega chaman a rebato en defensa do histórico armisticio asinado en Cartagena de Indias setembro de 2016, entre o goberno de Bogotá e as Fuerzas Armadas Revolucionarias de Colombia-Ejército del Pueblo (FARC-EP)  Mediante un comunicado conxunto publicado dia 30, recordan o compromiso internacional de construción dunha paz estábel e resistente as tentacións da violencia. Os asinantes conceden importancia maior a protección da Xurisdicción Especial para a Paz, trazada e acordada entre as partes con mentes de garantir verdade,  xustiza e reparación, con garantias para a reforma agraria, a sustitución de cultivos ilícitos, con seguridade e plena reintegración e reintegración social e política dos ex combatentes das FARC-EP.

Raúl Castro, Juan Manuel Santos e Timoleón Jiménez, xefe do Estado Mayor Central de las FARC-EP, presidiran na Habana a cerimonia previa da paz en Colombia. No acto particiara o secretario xeral da ONU.

O diálogo entre as FARC-EP e o Goberno, contara cos medios e a garantia do goberno de Cuba que fixo posibel a asinatura previa do cese do fogo 23 en xuño de 2016 na Habana, como acordo capital previo a asinatura do compromiso en Cartagena. Porén, abondaron uns meses do goberno de Duque para revertir a decisiva redución dos indices de violencia que vivira o pais dende a esperanza da Habana. Coa chegada do gabinete comisionado pola equipa de Trump, reprentantes da extrema dereita legal e ilegal de Colombia forzaron a conxelación do calendario de reintegración social e atentaron contra figuras políticas comprometidas cos históricos acordos da Habana. No dia seguinte do anuncio do regreso as armas de ex dirixentes das FARC, Cuba e Noruega lanzaron a alarma contra esta nova traxedia para un continente ao que governo dos EUA, vestido de bombeiro, asola con atentados incendiarios. Un chamado que a UE acollía con distancia mentres o presidente de Venezuela, Nicolás Maduro,  reafirmaba a rexa implicación do seu goberno nos acordos de paz de Colombia.

Washington paga subornos millonarios contra as brigadas médicas cubanas

Frank Soutullo (Jacksonville) – Terra Sen Amos

 Por axudar a salvar vidas no mundo, as brigadas médicas cubanas son obxecto de sabotaxes e atrancos de parte do actual goberno dos EUA a traveso das axencias operativas da CIA. O sistema médico público máis internacionalista, imaxe do altruismo, rigor e espírito solidario dunha pequena illa sen recursos, é o último obxectivo a batir da axência USAID que oferece recompensas millonarias a calquera organización delincuente disposta a pór trabas ao labor das brigadas médicas de Cuba. Unha verdadeira cazata convocada polo Imperio contra a medicina solidaria por excelencia, brindada dende Cuba ao mundo quer para situacións de catástrofe quer para asistencia primaria ou tratamentos clínicos específicos que coma no caso da Misión Milagro ten devolto a vista a máis dun millón de persoas con cataratas.

USAID forma parte da arañeira de axencias e organizacións non gobernamentais que reciben ordes directas da CIA.

O anuncio da USAID  contén falácias de vulto e puros insultos contra o internacionalismo médico cubano, na liña do que xa adiantara o Ministerio de Estado do goberno de Washington na súa proposta de incorporar Cuba a lista de paises que permiten o tráfico de seres humanos.

O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, denunció a campaña de mentiras contra Cuba e dixo que EUA carece de autoridade e moral e recorre coma sempre a mentiras e difamacións sobre unha colaboración médica que é  exemplo de solidariedade, humanidade e cooperación nobre e lexítima entre os países do Sul.

De feito o goberno de Donald Trump chega ao esperpento de declarar obxectivo de guerra a un sistema de defensa da vida e a saúde que foi repetidas veces declarado como exemplo a seguir pola Or­ganización Mundial da Saúde  (OMS) O sistema de saúde de Cuba ten probado a súa capacidade de xestión no tratamento de situacións de toda clase de emerxencias coma a do Ébola ou padecementos crónicos do Sul ao tempo que consolidaba na illa indicadores de saúde superiores aos dos propios EUA cuxo goberno, que terma no cerco da illa dende hai máis de sesenta anos, declara agora que as brigadas médicas de Cuba son obxectivo militar e extratéxico de emerxencia. No de hoxe, para o Estado que promoveu a Carta de San Francisco (1945) as armas e a violación da Lei internacional son antes que a vida.

Sancións estadounidenses contra a dignidade de Venezuela

Elson Concepción – Granma

A vella mentira de  presentar o cerco dos Estados unidos contra outros pobos, como se fose dirixido contra gobernos non sometidos aos seus postulados, repítese agora co bloqueo total contra a República Bolivariana de Venezuela, ao pretender Washington que é contra Maduro e non contra o pobo. Vaia trola! Nin o infame John Bolton pode acreditala. Unha loia mediática que dinque corean outros gobernos e un impostor coma coma Juan Guaidó que reclamando unha presidencia nunca votada, celebra que o Imperio afogue a un pobo que di que é o seu e que asegura defender con afouteza. A argallada é vella. Contra Cuba repiten o mesmo conto dende hai máis de 60 anos. Daquela o castigo era contra Castro (cantábanno en todas as linguas do mundo mediante as súas axencias) e aclaraban que respectaban ao pobo de Cuba. Co verbo respectar ocultaban de feito que o seu propósito eran rendir por fame ao pobo. No caso de Venezuela, como nos precedentes ainda en vigor de Cuba e Nicaragua, servíronse da infame OEA, que depois de perder o dereito a invocar o nome de América e por orde de Washington, recrámase Grupo de Lima, e repiten como papagayos que as sancións no son contra el pueblo senón contra Maduro. Con semellante gallifa rapiñan bens do Estado Venezolano, non do Goberno, valorados en máis de 30 000 millones de dólares. Ao tempo esixen ruptura masiva de relacións económicas e comerciais con Venezuela a escala internacional. Un cerco inclemente que derrama o sistema de protección social do Estado venezolano e os servicios públicos coa intención de provocar malestar, escaseza e estraperlo de bens básicos como alimentos e medicinas. Atrancos e afectacións contra o pobo que non son de agora xa que o bloqueo económico, financeiro e comercial contra Venezuela foi lanzado polos Estados Unidos en 2015.

O pobo de Venezuela maniféstase a diario a prol da súa Revolución.

Ao goberno dos EUA cústalle entender que coa dignidade de Cuba non se negocia

Raúl Antonio Capote – GRANMA

“Mike Pompeo é un ignorante da historia e dos principios da Revolución Cubana”, dixo o presidente de Cuba depois de o ministro de Estado dos EUA ter a ousadia de propor un acordo sobre a base de os cubanos recusaren a via do socialismo, dar costas ao aliados e desandar 60 anos de dignidade e internacionalismo coherente. Miguel Diaz-Canel dixo que non hai nada tan atrevido coma a ignorancia do ministro de exteriores de Trump, que ten a cara lavada de anunciar que o Bloqueo poderia desarretar a cambio de Cuba traizoar os amigos, saldar principios e deitar pola borda todo un exemplo ao mundo de defensa dos principios e de dignidade. “Pompeo non entende que nesta longa illa vivimos menos que os que diariamente enchen as rúas dunha cidade grande; non seremos tantos: un feixe de persoas sobre unha fita de terra batida polo mar, mais temos construido unha ledicia esquecida”

Cartaz coas palabras de Fidel, pronunciadas no Teatro Carlos Marx, 24 de outubro de 1981, co gallo de XX aniversario de Girón.

Nas palabras firmes do Presidente, aparece a figura inmortal de Fidel en tantos anos de Revolución, cando dixera, en momentos semellantes aos de hoxendía, contra o imperio que ameazaba con agredir a illa e reforzar aínda o bloqueo económico: “Fachendosos milhomes imperialistas: non sodes quen de poñernos medo ningún”.O Comandante dixo daquela que os imperialistas cometian un novo erro con Cuba e que volverian teimar no mesmo arruallo “porque nunca deixaremos de honrar nosos compromisos internacionalistas».

Pompeo coida que todos os problemas de Cuba terian solución se a illa acadase  a condición de Estado subsidiário, baixo a lei dos EUA mais con dereitos recortados, como é o caso de Porto Rico que nestes días protesta a eito contra o estatuto censitario de Washington. O ministro de Trump é partidario declarado da tortura e reclama para os que a pratican en nome do Imperio, o nome de patriotas. Por esta e outras razóns de natureza colonial, Pompeo é propagandista afervoado da base ilegal de Guantánamo como campo de concentración especializado na tortura. Na súa opinión, o mundo melloraria se Cuba renunciase a colaborar pola saúde, a educación e a agricultura en Venezuela e outros 60 paises do mundo. Este parece o recado de Popeo para o mundo: obedecer ás ordes de Trump, colaborar na desigualdade planetaria, renunciar á xustiza e entregar traballo, recursos e principios nunha cerimonia de rendición que contente a canalla.

Asociación de Amizade Galego-Cubana “Francisco Villamil"

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