Raúl Castro: “Nunca aceitaremos condições comprometedoras para a soberanía e dignidade da Patria”

Granma
Referindo-se ao momento das relações com os EUA, o presidente cubano assinalou que já foi reiterado ao governo dos Estados Unidos que para normalizar a relação bilateral, o bloqueio deve ser levantado e o território que usurpa a Base Naval de Guantánamo há de ser devolvido, “tal como expliquei em minha declaração no Conselho de Ministros do dia 18, na qual reafirmei, ainda, que não se deve pretender que Cuba abandone a causa da independência ou renuncie aos princípios e ideais pelos que várias gerações de cubanos lutaram durante um século e meio”, afirmou Raúl Castro ao encerrar o 6º Período Ordinário de Sessões da 8ª Legislatura da Assembleia Nacional do Poder Popular (Parlamento), em 29 de dezembro.

Raúl Castro fala á Asembleia ao encerrar o 6º Período Ordinário de Sessões da 8ª Legislatura da Assembleia Nacional do Poder Popular
Raúl Castro fala á Asembleia ao encerrar o 6º Período Ordinário de Sessões da 8ª Legislatura da Assembleia Nacional do Poder Popular

“A história de nossa Revolução está cheia de páginas gloriosas frente às dificuldades, riscos e ameaças”, afirmou o presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros, general-de-exército Raúl Castro Ruz.  O chefe de Estado cubano afirmou que, apesar da crise econômica e o bloqueio econômico, comercial e financeiro dos EUA contra Cuba, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 4% e disse que continuará ascendendo em 2016, embora a um ritmo menor. Igualmente reconheceu que o número de turistas estrangeiros recebidos no país foi de 3,5 milhões, o mais alto registrado até o momento, e ratificou a decisão do governo da Ilha de honrar os compromissos resultantes dos acordos atingidos na renegociação da dívida cubana.

A poucos dias de comemorar mais um aniversário do triunfo da Revolução, Esteban Lazo, presidente do Parlamento, reconheceu a contribuição do povo na procura de um socialismo próspero e sustentável. Pôs em destaque o desempenho de deputados e vereadores na resposta a propostas, queixas e sugestões da população.  Da mesma forma reiterou que o direito à independência, a soberania e a autodeterminação são essenciais para a defesa dos cubanos. Reafirmou que “as relações econômicas, diplomáticas e políticas com qualquer outro Estado jamais poderão ser negociadas sob agressão, ameaça o coerção de uma potência estrangeira”.

O vice-presidente do Conselho de Ministros e ministro da Economia e Planejamento (MEP) e membro do Bureau Político do Partido, Marino Murillo, explicou que o PIB cubano cresceu 4% no presente ano, principalmente devido à existência de dinheiro líquido antecipado, contratações e execuções adiantadas dos créditos, e a tendência à diminuição dos preços das importações.

Comentou que todos os setores registraram aumentos relativamente ao ano 2014. E se referiu especialmente à indústria açucareira, que cresceu 16,9%, a construção 11,9 %, e a indústria manufaturera 9,9%. Precisou que um objetivo bem claro é dar prioridade e proteger os produtores nacionais, para continuar diminuindo as importações e disse que o salário médio dos trabalhadores do setor empresarial teve um aumento, embora ainda seja insuficiente, tendo como referência os preços do mercado retalhista.

O vice-presidente do Conselho de Ministros definiu as linhas principais nas quais o país trabalha para atingir o crescimento da economia que se espera para 2016. Entre elas mencionou potencializar a eficiência no uso de divisas, aproveitar a tendência à baixa dos preços, o emprego racional dos inventários a partir das existências e os índices de consumo que propiciam economizar determinados recursos.

Anunciou que para o próximo ano se estima um crescimento em torno de 2%, onde os maiores incrementos estarão focalizados nas construções, hotéis e restaurantes, agricultura, pecuária, silvicultura, transporte, armazenamento, comunicações, indústria açucareira e geração de eletricidade, água e gás.

A titular do Ministério das Finanças e Preços, Lina Pedraza, destacou que as estimativas de execução do Orçamento do Estado para 2015, mostram correspondência com a execução do Plano da Economia, de maneira que as receitas netas foram cumpridas em 97% e as despesas totais estão na ordem de 96% do previsto.

Insistiu em que o Orçamento corrente atribuiu fatias de 30 e 23%, respectivamente, à Saúde Pública e à Educação. Para a atividade empresarial, acrescentou Pedraza, foram destinados nove bilhões de pesos, fundamentalmente para o Ministério da Agricultura e para os grupos empresariais Azcuba e o da Indústria Alimentar.
Orçamento aprovado de forma unânime pelos deputados cubanos para o ano 2016 apresenta um resultado financeiro deficitário de 6,22 bilhões (6.223.200) que representa 7,1% do PIB, aos preços correntes

Deixa unha resposta

O teu enderezo electrónico non se publicará Os campos obrigatorios están marcados con *